<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402</id><updated>2011-08-05T16:25:29.330+01:00</updated><title type='text'>Para ti...</title><subtitle type='html'>...não porque tenha começado por ti mas porque o quero teu!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-116246693009245198</id><published>2006-11-02T11:20:00.000Z</published><updated>2007-02-09T11:42:45.403Z</updated><title type='text'>Ponto final</title><content type='html'>Coloco hoje um ponto final nesta grande aventura que foi “&lt;em&gt;ter um blog&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando decidi criá-lo, ou melhor, quando me convenceram a criá-lo, estava longe de imaginar o papel que ele teria na minha vida. De facto, quando em 27 de Janeiro criei o &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; e timidamente publiquei o meu 1º &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; pensei “&lt;em&gt;bem, vamos lá ver no que isto vai dar.”&lt;/em&gt; Nunca pensei em contar a alguém. Iria deixar que fosse apenas a &lt;em&gt;blogoesfera&lt;/em&gt; a conhecer-me. Não queria, temia até, que alguém que eu conhecesse pessoalmente tivesse acesso aos textos que eu escrevia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que sempre gostei de escrever, inventar estórias, criar diálogos baseados em algumas situações verídicas ou não, sonhar. Timidamente ia mostrando algumas das coisas que escrevia e lembro-me de como sentia um formigueiro na barriga enquanto esperava por alguma reacção que, no meu entender, nunca surgiu. Por isso, se a quem eu tinha coragem de dar a ler não me dava a sua opinião porque não dar aos desconhecidos, aos entendidos, aos que, tal como eu, gostam de ler e de escrever? Foi esse, senão o principal, um dos objectivos da criação deste espaço. Saber o que pensavam daquilo que ia escrevendo por aí. Tentar aprender com todos vós. Crescer na minha escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo fim-de-semana (o &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; foi criado a uma sexta-feira) a minha vida mudou. E de um segundo para o outro. Inesperadamente. Brutalmente. O &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; passou a ser então o meu local de reflexão, o meu “&lt;em&gt;psicólogo&lt;/em&gt;”, a minha “&lt;em&gt;bóia de salvação&lt;/em&gt;”, a minha própria vida. Aprendi tanto, tanta coisa nova! Conheci gente tão linda, com corações tão grandes! Levei comigo tanta gente a esta loucura (é ver a quantidade de família nos meus &lt;em&gt;links&lt;/em&gt;) que acho que finalmente o dever está cumprido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo destes meses aprendi a dar um novo rumo à minha vida, sorri muitas vezes, chorei outras tantas. O &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; era como um fiel amigo, que me ia acompanhado, apoiando, seguindo de perto. Na verdade, este &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; &lt;em&gt;humanizou-se,&lt;/em&gt; falava comigo, incitava-me a agir. Aquilo que eu queria que ele tivesse sido era TEU. Um local onde tu me poderias encontrar sempre que quisesses, onde me poderias invadir sem eu me dar conta disso. Uma tentativa de calar a tua timidez quando lias os meus textos e não sabias o que dizer. Dar-te do mais intimo de mim. Contar-te todos os meus segredos. Esperar que os entendesses. Talvez, quem sabe, até tu te pudesses finalmente abrir e através dele te pudesse eu própria te encontrar. Assim não o quiseste. Não te culpo, de nada. Pelo contrário. Não lamento nada do que acabei por aprender. Não lamento a minha nova vida. Lamento talvez o facto de nunca termos falado, nunca nos termos conhecido. Nunca termos tido essa oportunidade. Esse era de facto o principal objectivo do meu &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;. Daí o seu nome. Era para ti. Sempre foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso, hoje isso também não é assim tão importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que mais nada tenho para te dar, que sentido tem?&lt;br /&gt;Agora que “deixei” finalmente o psicólogo, porquê continuar?&lt;br /&gt;Agora que estou finalmente em paz, porquê continuar a perseguir-te?&lt;br /&gt;Agora que já sei do que sou capaz, que já encontrei as “&lt;em&gt;minhas almas gémeas&lt;/em&gt;”, não é melhor parar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Vou parar. Não existe mais motivo para o manter. Outros voos me esperam. Outros locais, outras vidas. Quero-me concentrar neles como o fiz durante meses aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que me foram lendo, um grande abraço e um muito obrigado. Não deixarei nunca de vos visitar. Já fazem parte de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos amigos que fiz, nomeadamente a Sílvia, o Rui e o Rafael, jamais vos esquecerei. E vamo-nos falando por aí, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À família, primas e tias, que vos dizer? Que vos reencontrei a todas, uma por uma; e que me enchem o coração de alegria sempre que vos tenho; e que vos adoro acima de qualquer coisa neste mundo. E que, mesmo já o sabendo antes, cada vez mais reitero a ideia de que “&lt;strong&gt;a família é o bem mais precioso que o ser humano pode ter&lt;/strong&gt;.” E eu, bom, eu tenho um verdadeiro tesouro. Um beijo a todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos os que discretamente me vão lendo e não comentam por escrito mas que me foram apoiando pessoalmente, um obrigado também. A partir daqui é só entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo e até sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(ps. Só agora me apercebi que estive por aqui cerca de 9 meses. A natureza é mesmo incrivel não é? São mesmo precisos 9 meses para se criar uma vida nova!)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-116246693009245198?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/116246693009245198/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=116246693009245198&amp;isPopup=true' title='64 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/116246693009245198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/116246693009245198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/11/ponto-final.html' title='Ponto final'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>64</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-116229527141824550</id><published>2006-10-31T11:46:00.000Z</published><updated>2006-11-03T18:04:26.020Z</updated><title type='text'>Para a minha melhor amiga</title><content type='html'>Para ti,&lt;br /&gt;que és a minha melhor amiga,&lt;br /&gt;queria-te dizer,&lt;br /&gt;hoje que é o teu dia,&lt;br /&gt;que preenches o meu mundo,&lt;br /&gt;que és o meu mundo,&lt;br /&gt;e que sem ti não saberia como viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje,&lt;br /&gt;que mais um ano se cumpre,&lt;br /&gt;sinto o renascer de mais um dia,&lt;br /&gt;na tua vida que preenche a minha&lt;br /&gt;e penso na felicidade que eu tenho,&lt;br /&gt;de ter uma amiga assim,&lt;br /&gt;sempre presente como tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe,&lt;br /&gt;existem coisas no mundo,&lt;br /&gt;as quais não sabemos quantificar o seu valor.&lt;br /&gt;Por mais que tente,&lt;br /&gt;sinto sempre que é de menos&lt;br /&gt;o amor que sinto por ti.&lt;br /&gt;Porque tu mereces tudo,&lt;br /&gt;deste mundo e do outro&lt;br /&gt;e por vezes sinto que não sei&lt;br /&gt;dar-te tudo aquilo que mereces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ti, minha Mãe,&lt;br /&gt;um grande dia,&lt;br /&gt;um grande beijo,&lt;br /&gt;um grande abraço,&lt;br /&gt;e um grande obrigado por seres como és.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque tu és linda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-116229527141824550?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/116229527141824550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=116229527141824550&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/116229527141824550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/116229527141824550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/10/para-minha-melhor-amiga.html' title='Para a minha melhor amiga'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-116161347798783707</id><published>2006-10-23T15:13:00.000+01:00</published><updated>2006-12-07T19:13:37.636Z</updated><title type='text'>Cheguei.......</title><content type='html'>Cheguei ontem, era meia-noite, cansada mas feliz. Que grande aventura. Tantas descobertas. No local onde a Europa toca na Ásia descobri uma grande verdade : &lt;em&gt;Everything in this world is possible. If you believe, nothing is impossible. You just need to believe&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, bom, eu acredito!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo contar-vos tudo, mas não para já. As emoções têm que &lt;em&gt;assentar&lt;/em&gt;, tenho que sair do transe eufórico, da agitação constante, deixar o sangue voltar à pulsação normal. Para não cometer nenhum exagero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje assino com uma foto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6802/2185/320/sofia.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Hagia Sofia, Istambul, Outubro/06)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-116161347798783707?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/116161347798783707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=116161347798783707&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/116161347798783707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/116161347798783707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/10/cheguei.html' title='Cheguei.......'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-116124764273075686</id><published>2006-10-19T09:46:00.000+01:00</published><updated>2006-10-23T09:58:31.826+01:00</updated><title type='text'>Eu já venho....</title><content type='html'>....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-116124764273075686?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/116124764273075686/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=116124764273075686&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/116124764273075686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/116124764273075686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/10/eu-j-venho.html' title='Eu já venho....'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-116073836935233383</id><published>2006-10-13T12:11:00.000+01:00</published><updated>2006-10-18T11:30:36.356+01:00</updated><title type='text'>Its all over.......</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(como ando numa fase menos inspirada e gosto de me inspirar na música, deixo-vos aqui a letra de uma música que gosto muito. espero q gostem.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Everything you think you know baby&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Is wrong&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;And everything you think you had baby&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Is gone&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Certain things turn ugly when you think too hard&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;And nagging little thoughts change into things you can't turn off&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Everything you think you know baby&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Is wrong&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;It's all over but the crying&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Fade to black I'm sick of trying&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Took too much and now I'm done&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;It's all over but the crying&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Do you really think I'm made of stone baby?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;C'mon!&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;That we only love the things we own?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Baby you're wrong&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Certain things just happen when you make no plans&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;And love can really tear you up and it can break you down&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Everything you think you know baby&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Is wrong&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;It's all over but the crying&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Fade to black I'm sick of trying&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Took too much and now I'm done&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;It's all over but the crying&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Baby we're done &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;If I could I would&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;I'd change everything&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Cause I can't forget you though you don't believe me&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Now I can't walk back&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;I can't leave behind&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Where does it go all the light that we had?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Everything you think you know baby&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Is wrong&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;And everything you think you had baby&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Is gone&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Baby we're done&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Garbage, It's All Over But The Crying, album: "Bleed Like Me" (2005))&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-116073836935233383?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/116073836935233383/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=116073836935233383&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/116073836935233383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/116073836935233383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/10/its-all-over.html' title='Its all over.......'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-115987285346676634</id><published>2006-10-03T11:30:00.000+01:00</published><updated>2006-10-22T08:39:45.806+01:00</updated><title type='text'>Amor eterno!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Chama-se Pedro e é uma das pessoas mais incríveis que conheci até hoje. Conheci-o há muitos anos atrás era eu ainda uma criança. Vivemos na mesma cidade e frequentamos as mesmas escolas. Conheço-o desde sempre mas nem desde sempre nos falamos. A primeira vez que o vi deve ter sido durante a primária. O Pedro é mais velho que eu um ano e quando entrei para a primeira classe ele andava já no segundo ano. Lembro-me de o ver a jogar à bola no meu primeiro dia de escola e de pela primeira vez o admirar pela sua alegria e vivacidade. Corria veloz atrás de uma bola e não sentia medo algum em enfrentar o adversário. O objectivo era chegar à baliza contrária e marcar golo. Nunca o vi desfalecer ou desistir mesmo quando a sua equipa perdia. Incentivava os colegas e sorria, sorria muito. Depois do jogo enquanto que os colegas de equipa desmoralizavam e se sentavam macambúzios a comer o seu lanche depois de mais uma derrota, o Pedro servia de alento a todos eles. Pegava com todos fazendo-os rir das próprias asneiras e ridicularizando a falta de jeito que todos pareciam ter para jogar à bola. Acabava por pôr todos a rir e talvez por isso fosse admirado e querido por todos. Durante toda a escola primária lembro-me de o ver a jogar à bola. Nunca falamos e acho que até passei despercebida dele durante esse tempo.&lt;br /&gt;Ficamos amigos anos mais tarde já no liceu. O Pedro era um rapaz alegre. Nunca vi aquele miúdo triste ou de mau humor. Tinha sempre uma palavra a dizer: ou contando uma piada; ou dizendo uma asneira; ou metendo-se com as raparigas do liceu que coravam quando por ele eram notadas. O Pedro era bonito, desde novo o seu ar rebelde atraía muitas miúdas. Conhecemo-nos por amigos em comum e sempre me tratou muito bem. Sorria muito quando nos cruzávamos no corredor e dizia-me “como vai a mais bela flor deste jardim?”. Corei muitas vezes ao ouvir o seu elogio e ele sorria ainda mais, continuando o seu caminho sem se voltar para trás.&lt;br /&gt;Depois do liceu veio a Faculdade. Seguimos caminhos diferentes mas ainda assim próximos. Cursos diferentes mas na mesma cidade. Os percursos eram por isso comuns e tornamo-nos mais amigos e companheiros. O Pedro tinha crescido, estava mais maduro mas mesmo assim menos do que nós. Continuava brincalhão, fazia muitos disparates e alegrava os nossos dias fazendo-nos rir muito.&lt;br /&gt;Éramos um grupo de cinco pessoas que iam de Gaia para o Porto todos os dias estudar. Eu, o Pedro, a Mariana, o João e o Miguel. Tornamo-nos se certa forma amigos íntimos. Partilhávamos as emoções da vida universitária, os nossos medos e frustrações e também as nossas paixões e alegrias. De todos o Pedro era o mais hilariante. Fazia-nos rir até às lágrimas mesmo com os seus conflitos e problemas pessoais ou de estudo. Secretamente admirava-o e nutria por ele um grande carinho. Sentia-o como sendo um irmão mais velho que nos protege acima de tudo e nos ajuda a caminhar em frente “Sempre para a frente!” dizia-me ele quando desabafava sobre algum problema, “nunca olhes para trás, sempre em frente!” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Invejava a sua força, a sua capacidade de dar a volta sempre por cima e essencialmente a sua alegria. Nunca o imaginava só ou triste, para mim, o Pedro era a felicidade personificada. E como me sentia bem na sua companhia. Eu e os outros. Se um dia faltava às aulas por carolice ou doença a sua ausência era de todo notada. O dia não amanhecia da mesma forma quando o Pedro não nos acompanhava. Caminhávamos mais apreensivos para um novo dia de estudo e trabalho e sentíamos falta do seu sorriso para nos aconchegar os medos.&lt;br /&gt;As diversas circunstâncias das nossas vidas foram aos poucos alargando a distancia que nos unia. Os namoricos mais ou menos sérios, os chumbos, os colegas de curso, as diferentes festas, as diferentes noitadas. Permanecemos amigos, sempre, mas em mundos diferentes.&lt;br /&gt;Anos mais tarde, só muitos anos mais tarde me tornei sua verdadeira amiga. “As telhas encobrem muita coisa” disse-me ele um dia. E na verdade, os telhados cumprem a sua função à risca, protegem o nosso mundo do lado de fora, abafam o casulo que é a nossa vida não deixando que nada nem ninguém o penetrem.&lt;br /&gt;Já durante a sua fase adulta o Pedro perdeu a mãe e o pai num acidente de viação. O seu maior golpe na vida, o mais marcante e com certeza o mais doloroso. O Pedro viu-se de repente órfão, sozinho. Pela primeira vez na vida vi o Pedro triste e talvez por isso mesmo me tivesse sentido ainda mais triste e com medo. Afinal ninguém estava imune à tristeza. Ali estava o meu querido amigo devastado de dor, incapaz de se levantar de me fazer sorrir, de me apoiar. E também ali estava eu incapaz de o fazer sorrir, de lhe dar de volta a sua alegria, de lhe retribuir todos os bons momentos que me proporcionou ao longo de toda uma vida. Que agonia senti, que desespero, tão perdida que eu fiquei. Como desejei ser forte, como me recriminei por não ter aprendido com ele o acto de dar força a alguém, de animar, de fazer alguém feliz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o Pedro deu mais uma vez a volta por cima e encarou uma vez mais a vida que lhe tinha sido destinada. Mais maduro por certo, mais consciente, mais marcado mas sempre com a força que lhe conheci e com a mesma alegria. A mesma ou uma muito parecida. A alegria nunca é a mesma depois de se perder alguém que se ama. Muito menos uma mãe e um pai, pilares da nossa existência. Reconheci isso anos mais tarde quando me disse “a morte dos meus pais foi o facto que virou a minha vida. Vi-me confrontado com uma situação com a qual não sabia lidar e a qual não podia mudar.” A morte é assim mesmo, a coisa mais definitiva que há. Aprende-se a lidar com ela mas nunca se pode inverter os seus efeitos. “E jurei a mim mesmo que nunca mais nada, nem ninguém me iria fazer sofrer e deitar abaixo como nesse dia esse acontecimento.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o Pedro voltou a sorrir e a fazer sorrir. A dor da sua perda, essa, guardou-a para si no fundo do seu coração e das suas memórias.&lt;br /&gt;Faz hoje quatro anos que me tornei mais sua amiga, a sua melhor amiga como ele carinhosamente o diz. Falamos muito, de tudo, sem tabus. Rimos como loucos, choramos quando precisamos e conhecemo-nos como mais ninguém nos conhece. E por isso hoje sim me sinto sua amiga. A auréola de felicidade que sempre lhe vi era afinal pura ilusão minha. Era assim que o gostava de ver, de o sentir. Porque era assim que precisava que ele fosse. Porque o queria feliz, porque o queria meu amigo, porque o queria forte, porque precisava dele e da sua ajuda para eu mesma me sentir bem.&lt;br /&gt;O Pedro dá-me muita paz. É verdade, transmite-me muita paz, muita calma. Consegue-me chamar à razão quando me sinto perdida nas profundezas do meu coração. E quando perco a cabeça e me torno intransigente, fala-me directamente à alma e amolece-me este coração por vezes frio.&lt;br /&gt;O Pedro é hoje em dia um profissional excepcional. Director na área comercial, responsável pelo mercado externo de uma empresa que se dedica à produção de vinho do Porto. Percorre o mundo à procura de mais e mais clientes. Pela sua atitude positiva tem conseguido grandes êxitos. Tem contactos nos quatro cantos do mundo, desde Africa às Américas, passando pela Ásia até à nossa velhinha Europa. Para ele não há impossíveis na profissão e a todos os problemas responde ainda com mais força e energia. Passa grande parte do seu tempo a viajar, conheceu mundos diferentes, pessoas diferentes, culturas diferentes, que fizeram dele o homem excepcional que sempre reconheci.&lt;br /&gt;Sempre lhe tinha conhecido diversas namoradas, umas mais chegadas do que outras. E sempre que lhe perguntava quando se casaria, ele me respondia “Mais cedo do que tu julgas! Qualquer dia apareço-te lá em casa de convite na mão.” E sorria, sempre aquele sorriso. Eu anuía, muito pouco convencida disso mas confiante que um dia isso de certo aconteceria. Depois como se veio a confirmar o Pedro nunca casou.&lt;br /&gt;Um dia chegou ao pé de mim e beijando-me na face, pegou-me pela mão e afastando-me do nosso grupo de amigos disse-me “Preciso de falar contigo!” Desconcertada com todo aquele mistério segui-o. Com o coração a pulsar e os pensamentos em alvoroço segui-o até a uma sala mais recatada do clube de leitura a que ambos pertencíamos. Sentia-o nervoso e indeciso sobre se deveria de falar ou não. E eu sem saber bem como lidar com a situação. “Então, disse-lhe eu, que tens para me contar? Fala de uma vez que me estás a assustar!” O Pedro não sorriu como sempre fazia quando o pressionava a contar-me algo. Estava apreensivo, como que envergonhado. Começou a falar. Falou muito, dos nossos tempos de adolescência, da universidade, dos pais, da profissão. Eu ia-o seguindo no meandro das suas divagações e tentava devagar chegar ao assunto que tanto o afligia. Ele dava luta, deslizava ao de leve sobre o principal, tentava mudar de assunto, voltava a ele quando menos esperava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estivemos nisso horas. Quando eu já pensava desistir mais por cansaço do que por desinteresse, ele olhando-me nos olhos disse-me “Sabes que sempre fui apaixonado pela Mariana?”&lt;br /&gt;“A Mariana", pensei, logo a Mariana!&lt;br /&gt;Não consegui deixar escapar o meu espanto e de certo a minha desilusão. Como que arrependido o Pedro tentou desvalorizar a questão forçando um sorriso que eu sabia não ser sentido.&lt;br /&gt;A Mariana tinha casada há uns anos com um alemão. Tínhamos ido todos ao seu casamento e tínhamos todos sido testemunhas da sua felicidade. Mentalmente recuei uns anos atrás tentando descortinar por entre os fios na minha memória algo que me levasse a concluir isso mesmo. O Pedro apaixonado pela Mariana!! Quem diria!!&lt;br /&gt;Timidamente o Pedro começou a sua história. Era verdade mesmo, havia muitos anos atrás que se tinha deixado apaixonar pela Mariana. Ela tinha qualquer coisa que o atraía por demais. Era o seu sorriso, os seus olhos, a sua forma de pensar. Algo os unia desde sempre, e ele nem sabia bem explicar o que era. Havia uma cumplicidade explícita, quase como se os dois se complementassem de alguma forma. Mas tinham sido sempre amigos. Ele nunca tinha tentado nenhuma aproximação ou sequer uma confissão. Gostava demais dela para a colocar numa situação dessas. O Pedro não queria nunca perturbar a felicidade dela. Gostava demasiado dela para a fazer passar por isso.&lt;br /&gt;“Ohhh Pedro, estás a falar a verdade, não me estas a contar mais uma das tuas historias?”, eu continuava pasma. Tinha perdido totalmente o sentido das coisas. Não concebia como alguém poderia manter um sentimento tão belo como este parecia ser, durante tanto tempo. Como o Pedro deveria ter sofrido todos estes anos.&lt;br /&gt;Tentei lembrar-me do dia em que a Mariana se casou. Lembro-me perfeitamente dessa tarde de Setembro, quente como o são os dias mais fortes do Verão. A Mariana entrou na igreja de braço dado com o irmão. Estava linda, parecia uma princesa. O cabelo solto, o vestido justo, imaculadamente branco, que a faziam parecer uma daquelas modelos anorécticas tão na moda agora. O véu cobrindo-lhe o rosto…. Durante a festa lembrava-me do Pedro a beber, bebeu muito nesse dia. Mas isso tal como todos nós, acho eu. Foi uma festa memorável, ficamos a dançar até de manha. Comemos muito, brincamos muito, rimos bastante e bebemos demais. Definitivamente todos bebemos demais.&lt;br /&gt;Todos estes anos e eu sem conhecer o coração do Pedro. A verdade é que nunca tinha entendido bem porque é que ele nunca se ligava demasiado a nenhuma mulher mas desculpava-o pela sua rebeldia e eterna juventude.&lt;br /&gt;E o Pedro continuava a falar dela, como que hipnotizado, “sabes que cheguei a achar que ela sentia algo por mim também, os nossos olhares não eram inocentes, acredita que não!” Eu acreditava, eu absorvia todas as palavras do Pedro e ia acreditando. O seu tom de voz, o seu olhar, a sua postura dizia tudo. Ele era um homem apaixonado. Dez anos depois ele continuava um homem apaixonado. Os seus olhos brilhavam, a sua voz tinha acalmado, o Pedro parecia flutuar quando falava na Mariana.&lt;br /&gt;E eu desiludida. Um peso no peito, uma súbita incapacidade de respirar, “porquê ela, pensava eu, mas e porque não uma qualquer outra de nós?” Lutava por não demonstrar o que me ia na alma mas o Pedro conhecia-me bem demais. “Lamento desiludir-te amiga, mas as coisas são mesmo assim, muitas vezes desejei que tudo isto fosse diferente!”&lt;br /&gt;Passaram-se alguns dias antes de poder falar com o Pedro de novo. Compromissos de ambas as partes tornaram impossível até uma saída à noite para tomar café. Passei a semana toda com o Pedro na cabeça. Como era possível, eu nunca ter suspeitado de nada. E a Mariana, será que ela sabia? Tinha que estar com o Pedro, precisava de lhe perguntar mais pormenores, o porquê do seu segredo, porque nunca se abriu com ninguém. E principalmente, porquê agora?&lt;br /&gt;Na sexta-feira seguinte liguei-lhe para o telemóvel, “olá linda, estava à espera do teu telefonema!” Meu Deus, como ele me conhecia bem. Quando nos encontramos no café recebeu-me com um sorriso rasgado. “Eu sabia que me ias ligar. Não te preocupes comigo, porque eu estou bem!” Parecia-me bem de facto, o seu sorriso lindo tinha voltado, estava de novo bem-humorado e até se meteu com a empregada do café reclamando pelo preço dos cafés ”oh menina, qualquer dia não ganho para vir aqui tomar o meu café. Mais cinco cêntimos? Isto é um roubo!” A empregada sorria, já habituada aos seus comentários e brincadeiras. O Pedro era assim, conseguia colocar a todos um sorriso nos lábios. Até uma reclamação sua parecia o melhor dos elogios.&lt;br /&gt;Acabei o meu chá de menta e perguntei-lhe “Como estás amigo? Fiquei preocupada contigo!” O Pedro estava bem. Tinha apenas sentido necessidade de falar comigo. Há muito tempo que o devia ter feito. Quantas vezes o tinha pensado e tentado fazer, mas à última da hora perdia sempre a coragem.&lt;br /&gt;O Pedro ia respondendo calmamente a todas as minhas perguntas. Quase nem o deixava respirar. Não, nunca tinha contado nada à Mariana. Sim, ainda gostava muito da Mariana. Se se sentia só? “Que perguntas difíceis fazes amiga!” O Pedro não se sentia só, o Pedro tinha muitos amigos, o Pedro tinha-se habituado à sua vida de solteirão e não a trocava por nada. “Nunca me hei-de casar linda, agora sei bem disso!” Apesar do seu sorriso nos lábios e da sua calma aparente, as palavras do Pedro não me convenciam. Acho que sentia a sua tristeza e amargura por não poder ter a mulher que amava. Ou então era a minha própria amargura e frustração pelo seu amor impossível. Como a vida era injusta!&lt;br /&gt;“Porque me resolveste contar agora Pedro, o que foi que aconteceu para te abrires comigo?” Senti-me ansiosa, estava louca por poder ajuda-lo, precisava de saber de tudo. Talvez houvesse uma forma de eu o ajudar, de o ajudar a ser feliz, como sempre pensei que ele era. “Essa é fácil, sorriu enquanto me piscava o olho, passei por ela a semana passada de carro. Como não me respondeu ao aceno de mão que lhe fiz resolvi ligar-lhe. Já não se fala aos amigos menina, perguntei, e ela riu-se muito, como só a minha Mariana o sabe fazer. Falamos cinco minutos mas aquilo bateu-me forte. Revivi tudo de novo, todo o meu sentimento por ela. Nesse dia à noite precisava de desabafar. Quem mais do que tu, querida amiga?”Não resisti a abraça-lo, apetecia-me chorar agarrada a ele. Mas tive vergonha, o meu amigo não precisava disso, não o merecia.&lt;br /&gt;Hoje continuamos bons amigos, eu e o Pedro. Os melhores amigos. Ele feliz como sempre, alegre, bem disposto, boa companhia, bom amigo. Eu sempre necessitada dele, da sua alegria, da sua companhia e da sua amizade.&lt;br /&gt;É verdade, ate me esquecia-a de vos dizer, o Pedro casa amanha com a Susana. É verdade, apareceu-me lá em casa há uns meses de convite na mão, sorrindo. Surpreendeu-me como sempre me disse que o ia fazer mas estava muito feliz. E eu, feliz fiquei Porque afinal, sabem, nem todas as histórias de amor acabam mal! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-115987285346676634?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/115987285346676634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=115987285346676634&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115987285346676634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115987285346676634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/10/amor-eterno.html' title='Amor eterno!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-115936771151045666</id><published>2006-09-27T15:19:00.000+01:00</published><updated>2006-10-02T17:07:18.613+01:00</updated><title type='text'>A babar de tanto orgulho......</title><content type='html'>É verdade! Estou aqui a babar de tanto orgulho.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu priminho querido, tão pequenino que é (porque tu para nós serás sempre pequenino!!!) tem demonstrado por varias vezes que é um grande homem. Forte, corajoso, sensivel e muito, muito carinhoso. Desta vez a novidade, a grande noticia do dia, é que foi convidado pela Selecção Nacional de Trampolins para participar no Torneio Inter-selecções que irá decorrer no próximo mês de Outubro, em Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardinho, és o meu orgulho e para mim já és um vencedor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo campeão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-115936771151045666?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/115936771151045666/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=115936771151045666&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115936771151045666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115936771151045666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/09/babar-de-tanto-orgulho.html' title='A babar de tanto orgulho......'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-115885978255229563</id><published>2006-09-21T18:23:00.000+01:00</published><updated>2006-09-26T18:15:38.196+01:00</updated><title type='text'>Desafio da Sea! - Os 5 traços da personalidade</title><content type='html'>Como sou acima de tudo corajosa, aceito o desafio que a Sea me fez lá no &lt;a href="http://seaplace.blogspot.com"&gt;Place&lt;/a&gt;. E como tambem hoje, por coincidência ou não, até recebi um daqueles testes da net sobre a nossa personalidade através da escrita, digo-vos o que me saiu na rifa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1-&lt;/strong&gt; A inclinação de sua letra mostra que você parece ser uma pessoa equilibrada, educada. Mas é um pouco “fria” com quem acaba de conhecer. (&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tento realmente ser o mais equilibrada possível e isto é um esforço que tenho feito ao longo destes anos e que tem dado frutos. Ás vezes confesso que sou um pouco “fria” mas só quando a pessoa que acabo de conhecer também o é!)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2-&lt;/strong&gt; A ligação de sua letra revela organização, raciocínio lógico e razoável capacidade de adaptação.(&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sim, sou organizada demais - nada nunca está fora do sitio certo, chega a ser arrepiante. sou muito "racionalmente" lógica- chamam-me chata, e adapto-me mais que razoável, quase perfeitamente, às novas situações- vulgarmente chamam-me forte&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3-&lt;/strong&gt; A direcção de sua letra indica controle, constância e organização, especialmente nas tarefas quotidianas.(&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;esta aqui :)), quer dizer sou um bocado controladita - às vezes, mas não sou muito constante - confesso, ai os meus humores!)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4-&lt;/strong&gt; A pressão que usa ao escrever sinaliza estabilidade e equilíbrio. (&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sim, depois de LÁ chegar, estabilizo e chego ao meu equilíbrio muito próprio&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5-&lt;/strong&gt; As áreas valorizadas na sua escrita destacam vigor físico e sexual que se reflectem na grande habilidade de expressão corporal.(&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;bom aqui, acho que nem vou comentar….. ai Jesus!!!!)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6-&lt;/strong&gt; A forma de sua letra demonstra conservadorismo, formalidade e uma certa frieza em seus relacionamentos sociais. Tende a esconder sentimentos. (&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nada, nada, mesmo nada. Não sou conservadora, nem muito formal e muito menos escondo os meus sentimentos. Não são todos vós testemunhas disso mesmo???)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram cindo, eu sei, mas este teste tem estes resultados todos. Como o ultimo é completamente falso podem excluí-los!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, perdoem-me todos na blogoesfera, mas vou passar o desafio à minha família, a saber:&lt;br /&gt;1º &lt;a href="http://fingertiptalk.blogspot.com"&gt;a prima Fortunata&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;2º &lt;a href="http://aminhavaranda.blogspot.com"&gt;a prima Ana&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;3º &lt;a href="http://nabrecha.blogspot.com"&gt;a prima Tânia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;4º &lt;a href="http://aquisoufeliz.blogspot.com"&gt;a prima Sofia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;5ª &lt;a href="http://peterpan2.blogspot.com"&gt;a prima Bé&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;PS. Quem quiser fazer este teste é só ir a http://istoe.terra.com.br/istoedinamica/testes/grafologia/index.asp&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-115885978255229563?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/115885978255229563/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=115885978255229563&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115885978255229563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115885978255229563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/09/desafio-da-sea-os-5-traos-da.html' title='Desafio da Sea! - Os 5 traços da personalidade'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-115859485514957979</id><published>2006-09-18T16:53:00.000+01:00</published><updated>2006-10-29T15:31:13.806Z</updated><title type='text'>O sorriso!</title><content type='html'>Miguel vivia apaixonado.&lt;br /&gt;Miguel era talvez um eterno apaixonado. Em tudo em que entrava era com uma paixão enorme. No seu trabalho, na sua vida afectiva, na família. Não sabia fazê-lo de outro modo. Não conseguia passar pelas coisas ao de leve, sem lhes tocar e encontrar a sua essência.&lt;br /&gt;Miguel era um jovem ainda. Trabalhava nos STCP e era responsável pela zona histórica do Porto. O percurso começava na Cordoaria e passava pela Rua dos Caldeireiros, Lóios Rua das Flores, S. Domingos. Junto ao mercado Ferreira Borges Miguel espreitava o rio enquanto deixava e apanhava passageiros. Miguel era apaixonado pelo seu Porto e em singular pelo seu rio. As cores do seu rio, escuras no Inverno e brilhantes de Verão faziam-no sonhar. Miguel além de apaixonado era também um sonhador. Daqui subia por Mouzinho da Silveira, Praça da Liberdade, Largo 1º Dezembro e chegava à Batalha. Depois dirigia-se para a Sé Catedral, outro local que o marcava. Pela sua posição na cidade, pela beleza das vistas que naquele local se podia alcançar, pelo seu silêncio à noite, onde muitas vezes rumava, e onde se sentava no cima de um muro olhando o seu rio enquanto desfrutava de um cigarro. Daqui partia rumo à Igreja dos Grilos, Palácio da Bolsa, S. Bento regressando assim à Cordoaria. Sabia o percurso de cor, por vezes nem sabia como chegava de uma paragem à outra.&lt;br /&gt;O seu trabalho apaixonava-o. Falava dele como se de uma arte se tratasse. Sabia descrever as ruas e monumentos históricos por onde passava todos os dias melhor do que se de um professor de história se tratasse. Adorava o que fazia e aos amigos gabava-se muitas vezes de poder todos os dias viver o seu Porto por dentro, sentir a sua vida, a sua beleza e o seu cheiro.&lt;br /&gt;Miguel cumprimentava todos os seus passageiros com um sorriso, dando os bons dias ou boas tardes consoante a hora do dia. Muitos já o conheciam, eram seus amigos, sorriam-lhe também. Miguel perguntava como andavam de saúde, muitos deles eram já idosos e deslocavam-se com dificuldade. Velhinhas sorridentes e desdentadas chamavam-lhe filhinho e contavam-lhe as suas desgraças: que este fim-de-semana os seus filhos não a tinham vindo ver; que o médico lhes tinha receitado mais um medicamento e que o dinheiro já não chegava; que os preços da fruta estavam exorbitantes e que nem isso já lhes era permitido comer. A todos, Miguel dava uma palavra de conforto, um sorriso amável, um ouvido atento. E todos eles sabiam da sua paixão.&lt;br /&gt;Miguel andava apaixonado. Não sabia o nome da sua paixão mas sabia-lhe o rosto, a expressão e principalmente o seu sorriso. Via-a todos os dias no seu trajecto. Ela era da PSP do Porto, e fazia parte da polícia de trânsito na mesma zona em que Miguel trabalhava. E se não fosse no mercado Ferreira Borges, era na Batalha que a via ou na Praça da Liberdade. Quando se cruzavam, Miguel ao volante do seu autocarro, ela a pé com a sua farda impecavelmente lavada e passada a ferro, sorriam. Ele ainda se lembrava da primeira vez que a vira. Chamara-lhe atenção talvez por ser uma mulher-polícia, mas também pelo seu porte sensual. A farda ficava-lhe bem, era alta, pernas esguias, anca arredondada e saliente, peito firme. Apreciava em particular o seu rabo-de cavalo, por cima do qual colocava muitas vezes o seu boné azul-escuro. Tinha uns olhos vivos e da primeira vez que viu Miguel ajudou-o a retomar a sua marcha mandando parar uns automóveis que desciam da praça, e sorriu-lhe.&lt;br /&gt;Assim nasceu a paixão dele. Ao longo de todo o seu percurso procurava-a. Sabia que a encontrava mais a cima ou mais a baixo, de manhã ou de tarde. E passou a sorrir-lhe sempre que a via. Um dia acenou-lhe até. O seu coração agitou-se, afinal ela era uma autoridade. A polícia desviou o olhar e mandou-o seguir sem desta vez lhe retribuir o sorriso.&lt;br /&gt;Miguel sonhava com a sua musa. Fora do trabalho não a procurava, sentia receio de saber mais da vida dela. Não queria saber se era casada ou se tinha filhos. Isso iria matar o seu coração. Queria tê-la assim para ele, queria ter o seu sorriso, a sua atenção, mesmo sendo ela com o intuito de desembaraçar o trânsito. Achava que ela também o amava, porque lhe sorria sempre, excepto daquela vez do seu aceno. Miguel desejava conhece-la mais aprofundadamente mas temia perde-la de vez, e isso impedia-o de procurá-la de outra forma. Á noite na varanda do seu quarto, sonhava com ela, numa vida com ela, levá-la de manha para a sede da PSP, beijá-la e pedir-lhe cuidado na estrada, subir para o seu autocarro e sentir-se um homem feliz. Á noite, chegar a casa e sentir o cheiro dos seus cozinhados, jantarem de mãos dadas e depois mais à noitinha amarem-se com ternura, adormecendo em seguida abraçados.&lt;br /&gt;Miguel vivia com os pais a quem amava acima de tudo. Era um bom filho, cuidadoso e preocupado. Tratava do pai acamado dando-lhe tudo o que podia e que ele necessitava, para o fazer sentir-se melhor. Comprara-lhe uma cama articulada e levava-lhe todos os dias o jornal, O Primeiro de Janeiro, que o pai devorava querendo manter-se útil e actualizado. Quando Miguel chegava à noite para jantar, discutiam as noticias, as obras do metro, os prejuízos dos comerciantes, a subida dos impostos ou mais uma vitória do Futebol Clube do Porto.&lt;br /&gt;Um dia, seguindo pelo seu percurso habitual, apanhou a D. Beatriz na Rua das Flores. Ia para a Batalha.&lt;br /&gt;- Bom dia filhinho, como estás hoje?&lt;br /&gt;- Bom dia Dª Beatriz, o seu joelho como anda?&lt;br /&gt;- Olha, com sempre meu amor, cada dia parece que piora. À noite na cama, deitadinha até que estou bem, mas de manhã quando salto da cama….. olha, são umas dores que nem te conto. Ontem falei com a Maria, sabes quem é a Maria? A minha vizinha do segundo?... Sim sabes, aquela que vem sempre cheia de sacos, e sempre mal-humorada e cheia de pressa, bom disse-me que eram artroses que também as tinha e que as dela eram piores. Olha piores, sabe lá bem ela as dores que eu cá tenho…&lt;br /&gt;Miguel ia sorrindo e abanando com a cabeça. Procurava a sua paixão, hoje ainda não a tinha visto. A velhota parou de se lamentar. Miguel, sempre atento, olhou-a pelo retrovisor:&lt;br /&gt;- Estou a ouvi-la D. Beatriz, e depois?&lt;br /&gt;- Estás nada filhinho. Estás é à procura dela. Já a viste hoje? Porque não lhe falas? Sabes onde trabalha, um dia enche-te de coragem e vai procurá-la.&lt;br /&gt;Miguel como que atordoado tentou sorrir:&lt;br /&gt;- De quem fala D. Beatriz?&lt;br /&gt;- De quem falo? Pensas que andamos todos a dormir? Somos velhos, temos as nossas dores, dormimos mal de noite, mas quando estamos no autocarro temos os olhos bem abertos. Queremos ver tudo, para onde nos levas e se nos levas em segurança. Achas que não te observamos?&lt;br /&gt;Miguel ficou nervoso. Pensava que só ele era senhor dos seus sentimentos. Mas como as velhotas tinham dado por ela? Nem sempre a encontrava no mesmo sítio! Por vezes elas até já nem estavam sentadas no seu autocarro! “Cuscas” de velhas!&lt;br /&gt;- Não fiques para aí atrapalhado amor. Já te conheço há muitos anos. Podias ser meu neto. Eu bem vejo o teu sorriso quando a vês. Os teus olhos ficam mais alegres e brilhantes. Olha, brilham tanto como quando o sol se põe no rio. Sabes como é?&lt;br /&gt;Miguel já não sabia o que dizer ou fazer. Limitava-se a olhá-la pelo retrovisor.&lt;br /&gt;- Nunca reparas-te como nos calamos todos quando a vemos? Já a conhecemos de cor, achamos lindo o vosso amor. Esperamos todos os dias que pares o autocarro, e lhe vás lá declarar esse amor que sentes. Porque não o fazes filhinho?&lt;br /&gt;Tinham chegado à Batalha. Miguel ainda estava sem voz. Não consegui pensar em nada para lhe dizer. Ela descia ali. Ao descer, ainda lhe pousou a mão no ombro e sussurrou-lhe “Não tenhas medo!”&lt;br /&gt;Nesse dia Miguel não a viu. Passaram-se mais dois sem a ver e ele começava-se a preocupar. Estaria de férias? Doente? Passou a andar mais calado, mais distante com os seus amigos passageiros. Os velhotes compreendiam-lhe a angústia e tentavam não lhe atrapalhar a procura.&lt;br /&gt;Passaram-se dez dias, e Miguel não era o mesmo. À D. Beatriz partia-lhe o coração ver assim o seu motorista preferido. Perguntou-lhe se estava doente e aconselhou-o a ir a um. “Estás com muito má cara menino!” dizia ela, com um sorriso triste. Miguel tentava manter as forças e agradar a todos. Em casa também o seu pai o sentia diferente. Muitos eram os dias em que se esquecia do jornal e tinha deixado de o ver jantar. Desculpava-se com uma dor de cabeça e fechava-se no quarto.&lt;br /&gt;No dia 15 de Setembro, o jornal que trazia nesse dia para o pai, desfez-lhe o mistério. “Jovem polícia morre, após mais de 10 dias em coma” O título de primeira página do Primeiro de Janeiro feriu-o como uma bala. Desfolhou o jornal para ler a notícia completa. Não queria acreditar no que o seu coração lhe dizia. Não era ela, não podia ser.&lt;br /&gt;Mas era-o de facto. A notícia explicava como a jovem polícia de 33 anos não tinha resistido aos danos causados pelo grave acidente de viação de que tinha sido vitima. Madalena. Chamava-se Madalena. Atropelada num domingo à noite, por um automóvel descontrolado, que descia a Rua dos Clérigos, e que a foi apanhar à berma da estrada. Viu a sua foto no jornal, viu o seu sorriso. Pela primeira vez soube o seu nome a sua idade. E que deixava uma menina de 4 anos, órfã. E de como a sua vida virou uma tragédia.&lt;br /&gt;No dia seguinte, Miguel não foi trabalhar. Seguiu o conselho da D. Beatriz e foi ao médico. Meteu baixa uns dias. O médico diagnosticou-lhe uma depressão. Quando Miguel tinha entrado no consultório, durante mais de meia hora a única coisa que conseguiu fazer foi chorar.&lt;br /&gt;Uns dias depois regressou. Pediu mudança de zona. O seu chefe Martins assustou-se. Nunca Miguel se tinha mostrado disponível para tal. Miguel alegou algum cansaço e daí a sua depressão. Deram-lhe a linha 705 que vai do Hospital S. João até Valongo.&lt;br /&gt;Miguel deixou assim de ver o seu rio. Deixou de subir à noite até á Sé Catedral para contempla-lo. Deixou de lado os seus amigos da zona histórica.&lt;br /&gt;Dizem, quem o vê e o reconhece, que envelheceu, que está mais magro e que já não conversa com os seus passageiros.&lt;br /&gt;Miguel continua apaixonado por ela, a sua musa. E tem a certeza que um dia a irá encontrar. Porque uma vez, e é capaz de jurar, viu-a ali para os lados da areosa, com o seu fato de policia bem engomado, e o seu rabo-de-cavalo firme escondido por baixo do seu boné de policia de transito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-115859485514957979?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/115859485514957979/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=115859485514957979&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115859485514957979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115859485514957979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/09/o-sorriso.html' title='O sorriso!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-115798881411725338</id><published>2006-09-11T16:32:00.000+01:00</published><updated>2006-09-19T13:28:14.703+01:00</updated><title type='text'>Há dias assim!</title><content type='html'>No sábado lembrei-me de ti. E sei que tu também te lembraste de mim. É engraçado como existem dias assim. Dias que tu sabes, que por mais tempo que passe te vais lembrar sempre do outro. E não foi dia de aniversário, nenhuma data importante. Apenas um acontecimento com gostos comuns e divergentes. Parece difícil mas não é, pois não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado além de me lembrar de ti, senti que tu também me lembras-te. E que tu mesmo também sentiste como eu me lembrei de ti. Estive lá e relembrei outros momentos iguais aquele e no entanto tão diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado fiquei feliz, eufórica até.Tu deves ter ficado mais triste, um pouco desiludido. Andamos mesmo desencontrados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa, até pode parecer provocação, mas acredita que não é. Mas no sábado fui heroína e tu, jogando do lado dos maus, foste vencido pelo meu príncipe (ou diria príncipes?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sábado saí eu vencedora, noutros, e foram muitos saí vencida. Há dias assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Days like this!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saturday I remembered you. And I know that you also remembered me. It is funny as days like this exist. Days that you know perfectly that, for more time that passes, you will always remember the other. And it was none anniversary, none important date. It was only an event with common and divergent pleasures. It seems difficult but it is not, don’t you agree?&lt;br /&gt;Saturday beyond remembering you, I felt that you also remember me. And that you also felt that I had remembered you. I was there and I remembered other events so equal and however so different.&lt;br /&gt;Saturday I was happy, even euphoric. You must have been sad, a little disappointed. We are always in different ways!!&lt;br /&gt;Sorry, this can seem some joke, but it is not, believe me. But Saturday I was a Heroine and you, playing for the bad guys, loose the battle against my Prince (or should I say Princes?)&lt;br /&gt;This Saturday I walked on winning, others were, and it had been so many, that I walked by, loosing. There are days like this!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-115798881411725338?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/115798881411725338/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=115798881411725338&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115798881411725338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115798881411725338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/09/h-dias-assim.html' title='Há dias assim!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-115730759629662062</id><published>2006-09-03T18:59:00.000+01:00</published><updated>2006-09-11T11:59:37.310+01:00</updated><title type='text'>Laços!</title><content type='html'>Hoje alguem me fez lembrar da importância dos laços. Qualquer que sejam eles! Laços à terra que nos viu nascer, ou simplesmente aquela que nos viu crescer, os nossos laços familiares ou laços que nos unem a certas coisas, como um livro, uma peça de roupa ou uma simples caneta.&lt;br /&gt;Os laços são tão importantes, tão frutiferos, tão poderosos. Quando temos esses laços sentimo-nos seguros e mais confiantes. Sentimos que pertencemos a algo ou até que temos algo nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário, a ausência de laços assemelha-se a um deserto. Quando estive agora recentemente no deserto do Sahara, a paz, a plenitude, o silêncio e aridez do deserto impressionaram-me. Apesar de maravilhada pela paisagem, não pude deixar de sentir esse mesmo deserto no coração. Chocou-me ter que me confrontar com essa realidade. Enquanto percorrria lentamente uma infima parte daquele deserto, foi como que me deparasse com o meu próprio deserto. Só hoje falando com o meu amigo R. é que me dei conta de que foi isso mesmo que senti. A falta de laços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu amigo hoje fez-me chorar. E ficou triste com isso. Disse que pensava que só me fazia bem. Eu contei-lhe o que descobri tambem recentemente. Que por vezes uma lágrima é mais verdadeira e sentida do que muitos sorrisos e gargalhadas. Engraçado como um médico amigo me caracterizou à minha mãe "aquela alegria e vivacidade, para mim só escodiam uma profunda amargura interior." Os sorrisos escondem muito coisa é certo. Uma lágrima não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ti meu amigo, e repito o meu agradecimento, muito obrigado por conseguires tirar de mim aquilo que é mais verdadeiro. Contigo até alguns dos sorrisos o são mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-115730759629662062?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/115730759629662062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=115730759629662062&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115730759629662062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115730759629662062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/09/laos.html' title='Laços!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-115530461346114965</id><published>2006-08-11T14:53:00.000+01:00</published><updated>2006-09-18T00:14:15.783+01:00</updated><title type='text'>As minhas primas!</title><content type='html'>Tenho tantas e todas tão bonitas.&lt;br /&gt;Longe ou perto de mim, não me esqueço de nenhuma delas. E apesar de serem muitas relembro cada face, cada olhar, cada sorriso mais ou menos confiante. Tenho-as a todas dentro do coração.&lt;br /&gt;Ontem recebi um “&lt;em&gt;beijo&lt;/em&gt;” em forma de palavras de uma delas. E esse seu gesto fez-me lembrar de como é bom ter primas assim, e de como eu sou uma felizarda por ter tantas.&lt;br /&gt;Não me contenho em mencioná-las uma a uma: a Bé, a Sónia, a Tãnia, a Ana Luísa, a Andreia, a Carla, a Paula, a Helga, a Isabel, a Ana João e a Ritinha.&lt;br /&gt;São tantas e tão bonitas. A mais velha tem já 2 filhos enormes, a mais nova ainda anda na escola. Um leque variado de flores com cheiros e cores diferentes. Mas todas elas perfumadas.&lt;br /&gt;Minhas queridas primas, de perto ou de longe estou e estarei sempre com vocês, como sei que vocês estão comigo. O meu coração é um grande jardim, onde as flores mais bonitas crescem todos os dias. Por vezes esqueço-me de regá-lo, confesso. Mas logo vem uma boa chuvada que as faz renascer.&lt;br /&gt;As flores do meu jardim são as mais bonitas, as mais coloridas e as mais cheirosas. Não as colho para colocá-las numa bela jarra pois sei que isso as faria morrer. Estão todas lá, no jardim do meu coração para as poder visitar sempre que queira.&lt;br /&gt;Um beijo do meu jardim para cada uma de vós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Para ti Andreia, um obrigado especial. Um dia destes tomamos um café. Vamos sempre a tempo, não é verdade?)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;My cousins!&lt;br /&gt;I have so many and all so pretty.&lt;br /&gt;Faraway from me or closer, I do not forget anyone of them. And although there are so many I can remember each face, each look, each smile. I have them all inside my heart. Yesterday, I received a “kiss” in shape of words of one of them. And her gesture made to remind me of how it is good to have cousins, and how lucky I am for having as much as I do. I have to mention all of them, one by one: Bé, Sónia, Tãnia, Ana Luísa, Andreia, Carla, Paula, Helga, Isabel, Ana João and Ritinha.&lt;br /&gt;There are so many and all so pretty. The oldest one has already two children; the youngster is still in school. They are a great variety of flowers, each one with a different smell and a different color. But all of them so well perfumed.&lt;br /&gt;My dear cousins, faraway or close to me, I will be always with you, as I know that you will be with me. My heart is a great garden, where the prettiest flowers grow each day. Sometimes, I confess, I forgot myself to water it. But there’s always a plenty rain witch makes them blossom again.&lt;br /&gt;The flowers of my garden are the prettiest, the most colored and the most perfumed ones. I don’t cut them to put in a beautiful jar because I know by that they will die. They are all there, in the garden of my heart so I can visit them whenever I want.&lt;br /&gt;From each one of you, my dear cousins, a kiss from my garden.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-115530461346114965?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/115530461346114965/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=115530461346114965&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115530461346114965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115530461346114965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/08/as-minhas-primas.html' title='As minhas primas!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-115445650400256382</id><published>2006-08-01T19:19:00.000+01:00</published><updated>2006-09-13T14:26:14.906+01:00</updated><title type='text'>Avó Mila!</title><content type='html'>A minha avó é das pessoas mais felizes que eu conheço. É um orgulho para mim, uma satisfação vê-la sempre a sorrir, sempre feliz. Canta, pula e dança e já tem 83 anos. Quem a vir pensa que está no auge da vida tal é a sua vivacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha avó é um exemplo. O meu exemplo. Sabe fazer sorrir uma criança, um adulto e até um velho. A minha avó está sempre lá, sempre, até quando é preciso. Raramente diz “não” e tudo faz para não nos contradizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha avó é uma amiga. Tenho as melhores conversas com ela. Conta-me coisas fascinantes do seu tempo. Sorrio sempre, incerta da sua veracidade. São sempre histórias engraçadas, sofridas mas que acabam bem. Fico horas a ouvi-la e sempre com um sorriso nos lábios. A minha avó canta para mim, dança até, reza por mim, sorri e chora por mim. Existe amiga maior do que uma assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha avó, não é o passado, é sempre o futuro. Vamos rindo juntas, cantando, caminhando. Faz parte da minha vida, do meu futuro. Agora, até quer aprender inglês para viajarmos juntas. Quer estar comigo e eu, estar com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha avó é minha, não é só minha, mas é MINHA. Faz-me bem ter uma avó assim. Dá-me forças, incentiva-me, cultiva-me. Um dia quero ser assim. Senão for avó que seja pelo menos uma pessoa como a minha avó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha avó é linda, tem rugas e poucos dentes. Mas a sua beleza é superior a tudo isso. É grande, enche a casa, enche a vida, enche-me o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há avó como a minha e eu hoje não a partilho com mais ninguém. Porque é minha, porque a quero assim e porque hoje me apetece tê-la só para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;My grandmother is one of the happiest persons that I know. I feel proud of her and satisfaction for seeing her always smiling, always happy. She sings, she dances, she makes a big party and she has already 83 years. Those who might see her may think that she is on the top of life such is her energy.&lt;br /&gt;My grandmother is an example. My own example! She knows how to make a child smile and also an adult and even an old one. My grandmother is always there, always, even when we need her. A few times she says “no” and she does everything she can not to opposed us.&lt;br /&gt;My grandmother is a friend. I have the best chats with her. She tells me the most fascinate things of her lifetime. I always smile, uncertain of its truth. Its always funny stories, with hard events but all end well. I could be hours just listening to her talk and always be with a smile in my face. My grandmother sings for me, even dances for me, pray for me, smile and cries for me. Is that a best friend as she?&lt;br /&gt;My grandmother is not the past, she is always the future. We laugh together, we sing and we walk on by, always together. She is part of my life, of my future. She even decided to learn English so we can go travel together. She wants to be with me and I want to be with her.&lt;br /&gt;My grandmother is mine, she’s not only mine, but she is MINE. It makes me feel good to have a grandmother like her. It gives me strength, it stimulates me and it makes me grow. Because one day I know I want to be just like her. If I cannot be a grandmother ate least I want to be a person like she is.&lt;br /&gt;My grandmother is pretty; she has wrinkled face and already few teeth. But her beauty is bigger then all that. She is great, she fulfils my home, fulfils my life and fulfils my heart.&lt;br /&gt;There’s no grandmother as my grandmother. And just for today I will not share her with anybody, because she is mine, because I want her like that and because today I want her just for me.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-115445650400256382?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/115445650400256382/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=115445650400256382&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115445650400256382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115445650400256382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/08/av-mila.html' title='Avó Mila!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-115347959134749047</id><published>2006-07-21T11:51:00.000+01:00</published><updated>2006-09-20T22:51:24.663+01:00</updated><title type='text'>Armando</title><content type='html'>Chama-se Armando e é escritor. Tem 82 anos e viveu uma vida plena, em cheio, repleta de histórias que tenta retratar agora nos seus livros. Armando nem sempre foi escritor mas desde sempre escreveu. Era talvez a sua Paixão, a mais verdadeira na vida. Tinha outras, muitas outras, mas esta sobrepunha-se a tudo.&lt;br /&gt;Passou por Africa ficando-lhe as ideias liberais desses anos e o seu constante “mal dizer” dos poderes. De todos eles, fossem religiosos, políticos ou sociais. Por isso a sua escrita é comicamente mordaz. Quem o lê não deixa nunca de esboçar um sorriso. Era contra tudo e dizia que vivia à frente da civilização uns 300 anos. As pessoas à sua volta ouviam-no e sorriam. Hoje, talvez, olhando para ele na cama do hospital meditem nas suas palavras e na verdade que elas possam conter.&lt;br /&gt;Armando é casado mas do seu casamento não teve filhos. Teve no entanto duas filhas antes de se casar, fruto da sua juventude rebelde, e que por ciúmes exagerados da sua mulher teve que manter afastadas uma vida inteira. Uma delas ainda viveu uns anos com o pai e com a madrasta, a mulher do Armando. Mas uma vida sofrida e amarga fê-la emigrar para Paris. Tentou libertar-se de uma culpa que não era a sua, refugiando-se no meio dos gauleses.&lt;br /&gt;A outra filha, nunca assumida, viveu uma vida inteira sem pai. Ou com um pai sempre ausente. Estudou, casou, teve uma filha, enviuvou, e sempre distante do seu pai. As circunstâncias levaram a que Armando nunca a assumisse perante a sua mulher. Tentava compensa-la com visitas semanais feitas às escondidas, com mimos controlados e ocasionais. Em casa inventava viagens ou discussões para se poder ausentar indo ao encontro da sua família de sangue.&lt;br /&gt;Armando não era um homem fugaz ou inconsequente como se poderia de certo pensar. Armando amava demais as mulheres da sua vida e esforçava-se ao máximo por protegê-las, por evitar magoá-las, por fazê-las sofrer. Ninguém o poderia condenar por isso. Os seus esforços nesse sentido não surtiram grandes efeitos, no entanto. É vê-las agora, à volta da sua cama de hospital, e reconhecer o sofrimento em todas elas. A sua única mulher profundamente perdida por o ver a morrer e por reconhecer finalmente, aos 81 anos, as filhas que o marido teve e que sempre tentou esquecer. A filha emigrada, sofrendo longe, vivendo em sobressalto sempre que o telefone toca na sua casa de Paris. A filha à força ignorada, tentando recuperar uma vida inteira de carinhos e emoções que nunca pôde ter do pai, vida essa que vê agora esfumar-se lenta e dolorosamente. A neta, afastada toda uma vida do avô, incapaz sequer de o visitar, tal a dor lhe perpassa o coração. E a sua pequena bisneta ainda totalmente incapaz de sentir a tragédia da sua família mas que, também ela, um dia verterá uma lágrima por Armando. Recordando a vida infeliz que o seu bisavô teve e que se esforçava ao máximo por manter.&lt;br /&gt;Armando nunca foi feliz. Teve momentos de felicidade. Mas o seu constante balancear de &lt;em&gt;vidas&lt;/em&gt; manteve-o em constantes sobressaltos, tristezas e lamentações por uma vida que ele desejou diferente.&lt;br /&gt;Há 2 meses Armando teve um AVC. Um bloqueio numa das suas artérias impediu a corrente sanguínea de lhe chegar ao cérebro. Foi levado para hospital e a sua vida mudou. Armando teve inúmeras sequelas: paralisou do lado esquerdo; perdeu a fala; parte da visão e da audição. A idade avançada não ajudou Armando em nada. Um mês depois a imobilização e as pequenas tromboses que se iam sucedendo impuseram-lhe uma amputação. Aos 82 anos Armando perdia a sua perna esquerda. Num dos seus breves momentos de lucidez o escritor, alegrando os enfraquecidos corações das suas mulheres e amigos, disse que ainda ia acabar o livro que tinha começado a escrever. Armando não queria partir sem acabar mais esta sua missão.&lt;br /&gt;O livro continua à sua espera. Armando continua na cama do hospital. O seu corpo lentamente vai deixando de funcionar. É alimentado apenas com soro. O estômago não funciona mais. Os rins e a bexiga também não. Os enfermeiros dizem que ele já não sofre. Mas Armando continua vivo. À sua volta todos se questionam como ainda resiste. O seu coração é forte e é grande. Vive ainda agarrado à sua triste vida. Talvez tentando em vão recompô-la, refazê-la. Armando vive ainda agarrado à sua Paixão, a sua escrita. Armando quer acabar o seu livro. Na sua inconsciente morbidez Armando sabe que não pode morrer assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Armando, isto é para ti. Vai em Paz. Nós nunca te deixaremos morrer.)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-115347959134749047?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/115347959134749047/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=115347959134749047&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115347959134749047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115347959134749047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/07/armando.html' title='Armando'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-115331487351929845</id><published>2006-07-19T14:12:00.000+01:00</published><updated>2006-08-13T02:30:55.646+01:00</updated><title type='text'>Depois...</title><content type='html'>Depois veio o príncipe&lt;br /&gt;E o conto de fada desfez-se!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-115331487351929845?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/115331487351929845/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=115331487351929845&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115331487351929845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115331487351929845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/07/depois.html' title='Depois...'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-115286394358922980</id><published>2006-07-14T08:57:00.000+01:00</published><updated>2006-10-29T15:34:48.166Z</updated><title type='text'>ERA UMA VEZ...</title><content type='html'>Era uma vez um princesa&lt;br /&gt;que vivia num conto de fadas....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-115286394358922980?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/115286394358922980/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=115286394358922980&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115286394358922980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115286394358922980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/07/era-uma-vez.html' title='ERA UMA VEZ...'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-115226227684208291</id><published>2006-07-07T09:49:00.000+01:00</published><updated>2006-07-14T01:43:28.123+01:00</updated><title type='text'>Thank you!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;For many reasons now, I will write some of my posts in English. Those who don’t speak English I ask for excuse and promise you I’ll be back in Portuguese very soon.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;This is for you. Thanks for everything&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Someone said “I have a dream….”.&lt;br /&gt;Now, I can tell you right that. I have a dream, a great dream!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When I first meat him it was nothing more than a normal conversation between strange people, who need just to talk. From that to an enormous friendship was just a step. Today it’s more than that, I’m sure.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To find out that different people in different places of the world can have and shared the same emotions is wonderful. I always have been apologist of making friends where ever and when ever we can. I’m a completely “open mind” person. Presently this is a basic principle and one I know I’ll keep for life.  A few things make me stay alert or distrust someone or some situation.  Maybe that’s why I have so much to tell, so many unhappy stories in my life. But in each fall that I give I arise myself stronger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Today I’m stronger, I can feel that. I give as much as I can to make someone happy because I realise that it make me feel good and useful. I receive all the small or great gifts, as God gifts and fully enjoy it. All of that make me feel a better person. Day by day, I’m stronger, I’m happier, I‘m confident.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I have a dream, a great dream. Great as the universe and intense as the sun that burns my skin. That dream showed the purpose of my life. It showed me my essence and the reasons to keep on fighting.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I have a great dream, growing each day. It’s fulfilling my heart and my life.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-115226227684208291?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/115226227684208291/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=115226227684208291&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115226227684208291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115226227684208291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/07/thank-you.html' title='Thank you!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-115152142380893128</id><published>2006-06-28T19:58:00.000+01:00</published><updated>2006-07-19T17:53:21.020+01:00</updated><title type='text'>Futuro</title><content type='html'>Hoje dei-me conta de uma coisa. Já não penso em ti como pensava. A sério! Já não conto as horas, os dias e os meses sem ti. Perdi a conta, deixou de me fazer espécie, deixei simplesmente de me importar. É um sinal não? Ainda não sei se é bom, não sei se é mau. Sinto que perdi alguma coisa e não sei bem o quê? Sabes aquela sensação quando sais de casa e te falta alguma coisa mas não sabes o quê? É isso que sinto mais ou menos. Sinto que me falta alguma coisa. Mas não sei bem o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje dei-me conta de outra coisa. Que os sentimentos podem ser relativos. Que podemos passar de uns a outros desde que nos apeteça. Mudar, simplesmente. Esquecer. Reconhecer outros sentimentos. Faze-los imortais. Mas diferentes. Igualmente fortes mas redireccionados. Já não é amor, paixão, carinho, amizade. É talvez um misto de tudo, sem ser nada em concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje dei-me conta de que jamais amarei de novo. Não que jamais serei feliz. Apenas que jamais vou amar alguém. Descobri que nem sei bem o que isso é, isso do Amor . Não sei amar, se calhar nunca o soube verdadeiramente. E  por isso também hoje sei que não o quero mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tenho a certeza que vou ser feliz. Não porque já o sinta. Não porque veja a “luz ao fundo do túnel”. Apenas porque descobri que só nós podemos dar o valor que queremos ás coisas. Creio que sempre valorizei demasiado tudo. Sempre exagerei nos sentimentos. Fossem eles o que fossem. Bons ou maus. Sempre fui exagerada. Não existem pessoas muito boas nem muito más. Apenas têm o valor que lhe queremos dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje descobri que não amo ninguém (nenhum homem bem entendido, a família está de parte aqui!) e que também não odeio ninguém. Hoje cheguei ao meu ponto de equilíbrio. E sinto-me bem assim. Não sinto falta de nada mas também não desprezo o que me dão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estou de bem comigo, estou em paz. Estou pronta para continuar. Já não tenho dúvidas, receios, amarguras, pedras no sapato. Sinto-me livre para voar. Sei que tudo o que me espera é bom e mau. Tudo tem o seu reverso. Por isso não há nada a temer, a evitar, a lamentar. Apenas dar o valor que quisermos dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não cheguei a lado nenhum, não estou a começar nada, limito-me a percorrer o caminho. Não descobri a pólvora, não inventei a roda, limitei-me a reencontrar o caminho. E o caminho é este, o que hoje percorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje. Hoje e amanha serei sempre aquilo que agora sou. E o caminho é este. E é este que vou percorrer até ao fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-115152142380893128?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/115152142380893128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=115152142380893128&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115152142380893128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115152142380893128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/06/futuro.html' title='Futuro'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-115131168088358194</id><published>2006-06-26T09:47:00.000+01:00</published><updated>2006-07-07T02:07:54.603+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>"É pena só aprendermos as lições da vida quando já nao precisamos delas."  Óscar Wilde&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-115131168088358194?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/115131168088358194/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=115131168088358194&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115131168088358194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115131168088358194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/06/blog-post.html' title='...'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-115079127465508228</id><published>2006-06-20T09:02:00.000+01:00</published><updated>2006-06-29T01:30:29.216+01:00</updated><title type='text'>Diga tRinta e tRês!!!!</title><content type='html'>Eu sei que tenho algumas "&lt;em&gt;pancas&lt;/em&gt;". Os meus amigos diriam até muitas &lt;em&gt;pancas&lt;/em&gt;. Mas a verdade é que hoje redescobri a minha aversão pela letra &lt;strong&gt;R&lt;/strong&gt;. E não, não venham com essa do “ahh já sei porquê!” porque não é nada disso.&lt;br /&gt;Eu não tenho complexos com a minha idade. Juro que não! Mas desde que entrei na casa dos trinta sempre disse a toda a gente que é horrível. E foi, e é! Uma das coisas que me soava e me soa mal é exactamente o som do malfadado R. Reparem bem, tRinta. Repitam baixinho e vejam lá se o som do R não é irritante. Vá eu espero…..&lt;br /&gt;Tenho ou não razão? Pois é, a mim desgosta-me profundamente e é por isso, só por isso, que não gosto da idade dos trinta. Agora imaginem a minha infelicidade hoje. Já não me bastava um tRês, logo tinham que se juntar dois. Só pode ser para me irritar não acham?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-115079127465508228?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/115079127465508228/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=115079127465508228&amp;isPopup=true' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115079127465508228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115079127465508228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/06/diga-trinta-e-trs.html' title='Diga tRinta e tRês!!!!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-115018650797510046</id><published>2006-06-13T09:13:00.000+01:00</published><updated>2006-08-10T17:02:43.786+01:00</updated><title type='text'>Lembrança!</title><content type='html'>Lembras-te de mim?&lt;br /&gt;Lembras-te do meu sorriso, sincero e solto?&lt;br /&gt;Das minhas reacções espontâneas que tanto te faziam rir?&lt;br /&gt;Lembras-te da cor dos meus olhos? De como eles brilhavam quando embatiam nos teus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembras-te de como era bonita? E jovem? E cheia de vida?&lt;br /&gt;Lembras-te de mim? Do meu cheiro? Do meu beijo?&lt;br /&gt;Lembras-te de como te amava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembras-te de como parecia um passarinho feliz, saltitando de flor em flor?&lt;br /&gt;De como “&lt;em&gt;pegava&lt;/em&gt;” contigo só para te arrancar um sorriso?&lt;br /&gt;Lembras-te de ficarmos horas na conversa?&lt;br /&gt;De nos rirmos até nos faltar o fôlego?&lt;br /&gt;De como éramos amigos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembras-te da nossa cumplicidade?&lt;br /&gt;Da nossa troca de olhares que dizia tudo? Que valia mais do que mil beijos ou carícias?&lt;br /&gt;Lembras-te de mim, meu amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se te lembras fecha os olhos, por favor. Foca-te nessa tua memória. Nessa imagem de mim. Fotografa o momento. Esse mesmo, sim. Agora põe-lo no papel, imprime-o. Regista-o.&lt;br /&gt;Arranja a tua melhor moldura e coloca-me nela. Na tua sala. Na tua casa.&lt;br /&gt;Aquilo que eu fui, já não sou mais. E a memória por vezes atraiçoa-nos.&lt;br /&gt;Quero que te lembres de mim assim. Exactamente assim. Assim como eu era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembras-te de mim? De verdade que te lembras?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-115018650797510046?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/115018650797510046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=115018650797510046&amp;isPopup=true' title='47 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115018650797510046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/115018650797510046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/06/lembrana.html' title='Lembrança!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>47</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114967040609059426</id><published>2006-06-07T09:46:00.000+01:00</published><updated>2006-06-18T22:54:34.926+01:00</updated><title type='text'>Não fica bem!!!</title><content type='html'>Ao longo de toda a minha vida tenho ouvido a frase “&lt;em&gt;Não fica bem!”&lt;/em&gt; Por tudo e por nada a minha mãe me dizia essa mesma frase “&lt;em&gt;Não fica bem!”&lt;/em&gt; Lembro-me de como ficava revoltada com isso. A maldita dita “&lt;em&gt;sociedade&lt;/em&gt;” impunha umas normas, uns costumes, que a mim me irritavam e me pareciam sempre injustos. Deixei de fazer muito coisa porque não “&lt;em&gt;parecia bem&lt;/em&gt;”. Lembro-me também que aos 20 dei um pequenino grito de revolta e comecei a fazer algumas das coisas que não pareciam bem. A medo, sempre de coração nas mãos, mas perfeitamente convencida que não estava a cometer nenhum crime. E ainda hoje penso assim.&lt;br /&gt;Ultimamente esta velha frase veio ao de cima de novo, “&lt;em&gt;Não fica bem&lt;/em&gt;”. Nada fica bem, me parece a mim.&lt;br /&gt;Quando era nova a minha mãe não gostava que assobiasse, porque a uma menina “&lt;em&gt;não fica bem!&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;A minha mãe também me dizia que não devia jogar à bola ou correr na escola, porque a uma menina não ficava bem.&lt;br /&gt;Não podia “andar” na brincadeira com os rapazes porque não ficava bem.&lt;br /&gt;Mais tarde, não devia defender a minha opinião em relação a determinados assuntos com os mais velhos, porque não ficava bem.&lt;br /&gt;Quando comecei a namorar, já depois da maioridade, não podia sair com o meu namorado de carro, porque a uma menina “&lt;em&gt;não fica bem&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Também não podia sair à noite até depois das 11h da noite (imaginem!) porque não parecia bem.&lt;br /&gt;Quando me casei recebi um verdadeiro “&lt;em&gt;manual&lt;/em&gt;” de coisas que não podia fazer ou não devia dizer porque não ficavam bem.&lt;br /&gt;Desesperada pensava que nunca me iria livrar dessa frase. A coisa acalmou. Eu olhava para a situação e pensava “então isto é o que é ser adulta. Já não preciso de ouvir mais o que não me fica bem!” Andava satisfeita comigo mesmo. Orgulhosa do estatuto alcançado. Inchava quando até fazia alguma coisa “&lt;em&gt;menos bem&lt;/em&gt;” e ninguém me condenava por isso. E eu que nem era a “&lt;em&gt;menina modelo&lt;/em&gt;”, nem nunca o queria ter sido. Mas de facto, durante muito tempo até disso me convenci. Esforçava-me para parecer aquilo que era “&lt;em&gt;bem&lt;/em&gt;” mesmo que isso me trouxesse alguma infelicidade.&lt;br /&gt;Ultimamente esse sentimento de revolta contra tudo aquilo que “&lt;em&gt;não fica bem&lt;/em&gt;” voltou. Voltaram à carga todas as teorias do que é ser uma “&lt;em&gt;senhora&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Reclamar sobre aquilo que achamos que temos direito, não fica bem. Sobre todas as coisas que nos fazem sofrer, não fica bem.&lt;br /&gt;Dar um murro na mesa e fazer as coisas acontecerem, não fica bem.&lt;br /&gt;Exigirmos respeito, que nos respeitem, até os nossos mais íntimos sentimentos, não fica bem.&lt;br /&gt;Chorar em publico, mostrar o que somos, o que queremos, o que sentimos, não fica nada bem.&lt;br /&gt;Tudo parece mal, meu deus! E tudo porque eu sou uma senhora ou uma menina (conforme os apetites) e tenho que estar sempre acima disso tudo.&lt;br /&gt;É tão injusto! Eu não escolhi nada do que sou. De como sou. Do que a vida me trouxe. Me deu. Porque me tenho que diminuir e aceitar tudo. Por ser uma senhora? Uma senhora de bem? Eu agora até sou uma divorciada. E apesar de isso não ter nada de mal, porque é que a sociedade insiste em colocar nisso uma pitada de maldade. Porque é que as pessoas nos olham ou sorriem quando lhes respondemos sobre o nosso estado civil.&lt;br /&gt;Se eu não fosse uma senhora.......!&lt;br /&gt;E depois olho á minha volta. E os outros, e falo dos homens, podem fazer tudo o que querem. Não lhes fica bem, é um facto, certas atitudes que tomam. Mas eles não deixam de as fazer. Lutam por aquilo que querem. Fazem e desfazem nas suas vidas e na dos outros. E dizem e desdizem certas coisas, porque lhes apetece, conforme o que lhes convêm. E não lhes fica nada bem mas eles não querem saber. E eu olho-os. Sei que não lhes fica bem. Entristeço-me por eles e essencialmente por mim. Revolto-me. Juro que na próxima faço eu. Que isso jamais me irá fazer sentir infeliz ou menor.&lt;br /&gt;Mas a verdade é que sei que o não vou fazer. Tudo porque a uma menina, a uma senhora simplesmente “&lt;em&gt;não fica bem&lt;/em&gt;”!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114967040609059426?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114967040609059426/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114967040609059426&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114967040609059426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114967040609059426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/06/no-fica-bem.html' title='Não fica bem!!!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114907289619975938</id><published>2006-05-31T11:50:00.000+01:00</published><updated>2006-06-23T10:28:43.670+01:00</updated><title type='text'>Coisas insignificantes</title><content type='html'>Hoje acordei nostálgica. Com saudades de uma infinidade de coisas. Coisas bobas a que nunca dei especial significado mas que agora se me configuram como mel numa garganta irritada. Coisas simples e sem grande significado mas que agora me parecem as maiores façanhas do mundo.&lt;br /&gt;Eu adoro viajar. Mas acho que mais do que isso, viajar e conhecer sítios, adoro andar de carro. Conduzida, bem entendido. Também gosto de conduzir mas o prazer de passear de carro, vendo as arvores e as casas a correrem como que a fugir de nós, só dá prazer no lugar à direita do condutor. Sim porque nem nos lugares traseiros eu gosto. Não se tem uma visão completa, perdem-se muitos pormenores. E eu sou uma pessoa de pormenores. Sou curiosa, quero ver tudo, sentir tudo, saborear tudo.&lt;br /&gt;Tenho saudades de ser conduzida. De tirar prazer de um simples passeio de carro. De poder quase adormecer embalada com o movimento do carro, do calor do sol a bater-nos na cara e a aquecer-nos a alma, do torpor no corpo depois de umas horas sentada.&lt;br /&gt;É estúpido, eu sei. Até porque não é um prazer nada especial, impossível de se concretizar, ou dispendioso (quer dizer, ao preço que a gasolina está, começa a ser um luxo na verdade!).&lt;br /&gt;Mas hoje acordei assim, com uma daquelas vontades de ser conduzida, de passear de carro, como fiz tanta vez, por locais novos ou já conhecidos mas sempre com um enorme prazer. Prazer que só hoje descubro que tinha. Era tão normal fazê-lo que nem o sabia como prazer. Desfrutava-o. Muito. De todas as vezes. Mas não lhe reconhecia qualidades de verdadeiro prazer. Afinal era-o.&lt;br /&gt;Depois isto fez-me pensar, de que mais tinha eu saudades? De que simples hábitos perdidos sentia eu a falta? Sorri ao mesmo tempo que as lágrimas me subiram aos olhos: tinha saudades também de cozinhar. Cozinhar. Qualquer coisa, um prato simples. Mas prepará-lo, com cuidado e sem pressas. Verificar os temperos, sentir o cheiro familiar dos meus cozinhados. Sentir crescer a água na boca, ansiosa por me poder sentar à mesa e deliciar-me com o “meu” cozinhado.&lt;br /&gt;Sempre adorei cozinhar. Desde miúda. Lembro-me de como a minha mãe gostava especialmente desta minha paixão. Ao fim de semana lá me ia dizendo “este fim-de-semana não queres experimentar uma receita nova? Das tuas?” e sorria-me maliciosamente. Depois, talvez este prazer se tenha tornado em hábito, e de hábito em obrigação, e de obrigação em cansaço e daí em diante. Nunca cheguei a detestar cozinhar mas sei bem que das últimas vezes que o fiz não sentia “aquele” prazer.&lt;br /&gt;Mas hoje, acordei assim. Nostálgica. E senti vontade de ser conduzida. E de fazer um cozinhado. E receber pessoas em casa. E do nada fazer um bom serão. E depois me enroscar na minha cama ou no meu sofá (lembrei-me agora que também tenho saudades de adormecer no sofá!). Sentir o calor invadir-me o corpo. E adormecer a sorrir. Cansada, com vontade, mas cheia de prazer.&lt;br /&gt;De fazer alguém feliz e de me sentir também eu feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Obrigado ao Zé e à Calaia pelo passeio do fim de semana.)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114907289619975938?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114907289619975938/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114907289619975938&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114907289619975938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114907289619975938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/05/coisas-insignificantes.html' title='Coisas insignificantes'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114854722020063381</id><published>2006-05-25T09:40:00.000+01:00</published><updated>2006-09-15T08:45:05.320+01:00</updated><title type='text'>Saber Amar</title><content type='html'>Uma vez disseram-me “&lt;em&gt;eu não fui feito para amar ou ser amado&lt;/em&gt;”. Na altura sem perceber o verdadeiro significado desta declaração disse que eu, por outro lado, tinha sido feita para &lt;em&gt;"amar e não ser amada"&lt;/em&gt;. São coisas que deixamos sair, que muitas vezes sem pensar nos saem mas que transmitem bem aquilo que sentimos. Creio que muitas das vezes só não as pensamos porque nos fazem verdadeiramente sofrer e preferimos sorrir ao ouvi-las, ou dizer um ou dois disparates.&lt;br /&gt;Na verdade, agora que penso mais friamente sobre essa frase creio que eu, apesar de tudo, tenho que me sentir melhor por amar e não ser amada. Não concebo a minha vida sem amor. Seja lá pelo que for. Mas amor, amor sentido, verdadeiro. E acho que amar nos faz bem. A mim faz-me sentir útil. Acordar de manhã e pensar que existe alguma coisa que me faz mover, ter esperança, alguma alegria. Para mim isso é fundamental!&lt;br /&gt;Claro que existimos sempre nós, e que devemos viver para nós em primeiro lugar, que nos devemos amar acima de qualquer coisa. Nós somos o mais importante, sempre. Mas como com tudo aquilo que temos por certo, isso só não basta. Temos que ter algum “&lt;em&gt;ser&lt;/em&gt;” para o qual possamos transferir o nosso amor, a nossa afeição. Para mim só isso me faz dar algum sentido à vida. Mesmo que o nosso amor não seja correspondido é bom amar. É bom manter a esperança, mesmo que ela nunca se concretize, ficar na expectativa de ver acontecer alguma coisa, muitas vezes sem sabermos bem o quê e sorrir quando uma migalha de sol nos cai no colo.&lt;br /&gt;Agora, não amar? Não sentir vocação para? Não se sentir capaz de? Não concebo. E deve ser muito pior, muito mais triste. Deve doer muito mais. E claro, quem não é capaz de amar não se sente preparado para ser amado. Daí ter entendido perfeitamente o sentido da frase “&lt;em&gt;não ser feito para amar ou ser amado”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Isto fez-me lembrar uma definição de solidão que li no blog do &lt;a href="http://rebucadosdecalhau.blogspot.com"&gt;Vítor&lt;/a&gt; “&lt;em&gt;Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.”&lt;/em&gt; Creio que só alguém que sofra de solidão poderá dizer que não sabe amar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(E por isso mesmo estou a pensar em comprar um Papagaio para me fazer companhia. O que acham?)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114854722020063381?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114854722020063381/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114854722020063381&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114854722020063381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114854722020063381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/05/saber-amar.html' title='Saber Amar'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114803033166130953</id><published>2006-05-19T09:48:00.000+01:00</published><updated>2006-08-31T22:36:38.520+01:00</updated><title type='text'>A ultima viagem (Fim)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6802/2185/1600/115.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6802/2185/1600/117.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6802/2185/320/117.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta, 24 de Fevereiro/05&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem cedo acordamos e fomos ao pequeno-almoço. Tínhamos de sair cedo para dar a volta à ilha. Ás 9 da manha já o nosso guia nos esperava com um sorriso enorme e branco. Lá começamos o circuito começando pela praia Café, que já conhecíamos. Depois desta inúmeras praias, umas maiores do que outras, acessíveis ou nem por isso, todas elas envoltas numa imensa vegetação equatorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praia Joana é na minha opinião a mais bela de todas. De acesso quase impossível, o seu mar verde é de cortar a respiração. Pena não ser mais perto, cerca de hora e meia a pé desde o resort, pois senão esta seria a minha praia eleita. Talvez por isso, estivesse completamente deserta. Um assombro simplesmente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do percurso, calor e cansaço. E mosquitos, muitos mosquitos. Vontade de desistir mas tambem de ver mais além. No final, o esforço valeu a pena. Tínhamos conquistado mais uma “tarefa” e podíamos dizer que conhecíamos o ilhéu das rolas de uma ponta à outra. Faltou visitar o Farol mas já não havia pernas para mais. E o João apanhou-nos uma rola para a fotografarmos. Afinal são estas que dão o nome ao ilhéu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta à tarde, descanso..............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que íamos embora no dia seguinte, o resort tinha programado uma festa de despedida na Sexta ao jantar. Este foi realizado no edifício das tartarugas e foi reforçado. A fazer lembrar o nosso país, a ementa incluiu pratos mais portugueses, como o bacalhau com natas, e de sobremesa leite-creme. Depois do jantar mais um espectáculo à semelhança do primeiro, com danças tradicionais s.tomenses, mas desta vez com direito a fotos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6802/2185/320/72.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado, 25 de Fevereiro/05&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último dia de viagem começou como o da nossa chegada ao ilhéu. Com uma valente tempestade! Acordamos ao som da trovoada e da forte chuva e vento que se fazia sentir. O pequeno almoço foi recheado de trovões e a cada um alguem soltava um grito. Estavamos todos em silêncio como que respeitando o temporal. Parecia que S. Tomé nos queria punir pela nossa partida. Eu sentia uma imensa tristeza e já uma saudade enorme, que nao conseguia explicar. Olhava à minha volta e sabia que o silêncio dos outros em parte tambem se devia a essa tristeza. Africa atinge-nos como um raio luminoso no coração. E é impossivel não nos sentirmos tristes ao partir. No cais de embarque os miudos da aldeia tinham-se reunido para a nossa partida. Todos sorridentes diziam-nos adeus e gritavam de alegria. O João tambem lá estava, mais calado e reservado do que os outros. Parecia triste e eu ainda lhe disse "vais ver, um dia ainda nos voltamos a encontrar..." e não deu para mais. As palavras ficaram retidas na garganta e só fui capaz de o abraçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tínhamos combinado com o hotel sair do ilhéu logo cedo de manha para chegar ainda de manha à capital. Queríamos ver tudo, o mercado, as lojinhas típicas, as casas de fachada típica portuguesa, a marginal, o porto..... E tudo vimos, infelizmente o cartão de memória da máquina digital acabou-se. E poucas fotos da capital tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigatoriamente vou ter que voltar a S. Tomé. Ficou-me lá o coração e não me consigo lembrar de tudo o que vi sem me emocionar. Lembrar-me do João, a cara tristinha dele quando se despedia de nós e nos dava a sua morada. Lembrar-me das crianças do ilhéu que vieram até ao porto para se despedirem de nós, e que nos disseram adeus até nos perderem de vista. Lembrar-me do amanhecer abrasador. Das praias calmas. Do cheiro a Africa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu coração ficou em S. Tomé e vou ter que voltar lá para o reaver. Por isso para mim esta foi sem duvida a ultima viagem. A viagem da minha vida. A que vou guardar para sempre no meu coração, já completamente retalhado. Quem sabe um dia não regresso mesmo e retomo a parte do meu coração que lá ficou? Quero muito fazer isso. Só não sei quando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(obrigado a todos os que comigo fizeram esta viagem. Vocês foram e são muito importantes para mim. Um beijo.)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114803033166130953?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114803033166130953/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114803033166130953&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114803033166130953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114803033166130953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/05/ultima-viagem-fim.html' title='A ultima viagem (Fim)'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114769043561600532</id><published>2006-05-15T11:29:00.000+01:00</published><updated>2006-05-23T21:50:29.820+01:00</updated><title type='text'>A ultima viagem (Parte 4)</title><content type='html'>&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6802/2185/320/85.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta, 22 de fevereiro/05&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como que uma prática antiga que queríamos manter, depois de uma dia de agitação completa seguia-se um outro de puro descanso. Daí o pessoal da fábrica de óleo de palma só trabalhar dia-sim-dia-não. Estávamos a meio da semana de férias e ainda nem tínhamos descansado bem. Assim dedicamos o dia completamente ao lazer. A praia de S. António mesmo ali ao pé era deliciosa. Enquanto a maré estava vaza uma espécie de pequena piscina natural forma-se a um canto da praia. Alias, não se tratava de uma piscina natural mas mais de um aquário em ponto gigante, uma vez que se nos imobilizássemos uns segundos na água, logo apareciam vindos dos pequenos buracos das rochas, uma imensidão de peixes pretos, laranjas, amarelos e alguns transparentes. Ficava horas extasiada a vê-los brincar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui conhecemos uns portugueses de Setúbal e de Sintra. Quatro casais fantásticos. Passamos a manha dentro do “aquário” na conversa. O tempo estava excelente, a água mais quente que morna, uns amigos simpáticos, uma conversa relaxante.......... S. Tomé era de facto um paraíso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6802/2185/320/81.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta, 23 de Fevereiro/05&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia começou com uma subida ao Marco do Equador para visita. Um percurso desgastante mas compensador pois a vista do alto do monte é fenomenal. À hora marcada lá estava o nosso guia pronto para nos levar ao local. Meia hora depois, debaixo de um sol escaldante, e rodeados de milhares de mosquitos, alcançamos o cume. Sentada em cima da linha que divide o mundo, senti-me quase como o Di Caprio "I'm the queen of the worldddddddd"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tínhamos planeado também uma volta ao ilhéu para o conhecer na totalidade mas depressa nos rendemos: com aquele calor ou saímos bem mais cedo ou então era impossível. Combinamos com o João para o dia seguinte, manha cedo, para irmos pela “fresca”, se é que se pode dizer que isso existe em S. Tomé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos o resto da manha a descansar, o chamado “dolce fari niente”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim do dia o R. foi fazer o seu baptismo de mergulho. Eu acompanhei no barco mas não me atrevi a mergulhar. A minha falta de ar crónica impediu-me dessa ousadia e daí que enquanto eles mergulhavam eu fiquei em cima a curtir a paisagem e o sol. O ilhéu visto de alto mar é de facto uma das mais belas paisagens que confesso ter visto até à data. O mar azul esverdeado à minha volta, aquela temperatura escaldante, tal como eu gosto, fez-me sentir o céu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O R. adorou o mergulho e diz que viu alguns peixes fantásticos como o peixe papagaio de todas as cores possiveis e imaginárias, mas trouxe também um tímpano descolado o que lhe valeu uma ida ao médico no regresso a casa. Mas o dia estava ganho, com ou sem tímpano, tinha valido a pena. O fundo do mar assemelha-se a um outro mundo, enorme, completamente desconhecido mas definitivamente fascinante.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114769043561600532?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114769043561600532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114769043561600532&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114769043561600532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114769043561600532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/05/ultima-viagem-parte-4.html' title='A ultima viagem (Parte 4)'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114742686892360641</id><published>2006-05-12T10:12:00.000+01:00</published><updated>2006-05-14T17:56:45.506+01:00</updated><title type='text'>A ultima viagem (Parte3)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6802/2185/1600/17.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6802/2185/320/17.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                              Segunda, 20 Fevereiro/05&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de quase um dia inteiro em viagem, adoptando diferentes meios de transporte, segunda-feira estávamos completamente cansados. Ainda bem que estávamos de férias e que não tínhamos nenhum compromisso marcado com ninguém. Assim, dedicamos o dia para o descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do pequeno-almoço fomos descobrir uma pequena praia junto ao restaurante do hotel. A Praia de Santo António, é simplesmente deslumbrante. Fazendo uma pequena baia de mar verde, banha uma areia imensamente branca. Descemos as escadas até ao fundo da praia e não conseguíamos deixar de nos espantar com a beleza natural daquela praia. Foi chegar, estender a toalha e mergulhar imediatamente na água. O calor apertava e a areia tornava-se difícil de se calcar de tão quente que estava. A água era de facto o único local que se conseguia suportar. Uma água tão quente como eu nunca antes tinha visto. A parte da manha foi passada aqui e posso dizer que de facto estivemos um bom par de horas de molho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa tarde decidimos voltar à nossa Praia Café. E mais uma vez estivemos rodeados de crianças que nos pediam doces e que não nos largavam por nada. O nosso amigo João não estava, tinha ido com outros visitantes do ilhéu passear pela ilha. Marcamos um encontro com uma miúda que insistia que era sua prima, para o dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela noite, o hotel tinha-nos reservado uma surpresa muito agradável. Depois do jantar fomos presenteados com uma noite de danças e musicas típicas de S. Tomé, no Bar do Golfinho. A musica africana, no inicio estranha e bastante diferente para nós, rapidamente nos vai contagiando e acabamos por nos deixar envolver totalmente. Os artistas convidados demonstraram vários tipos de dança, uma delas e se calhar a mais típica, A Tragédia. O final foi uma musica super alegre e muito contagiante que pôs todos de pé a dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6802/2185/320/61.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                             Terça, 21 de Fevereiro/05&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um dia de descanso era tempo de partir à descoberta de mais coisas sobre S.Tomé. Por isso, dedicamos este dia para fazer uma excursão pelo sul da ilha, a zona de Caué. É complicado descrever a viagem apenas com palavras. As paisagens de mato verde que nos envolvem em toda a viagem são fascinantes. As pequenas praias são de uma beleza extraordinária. Mas o calor ao longo de todo o percurso é sufocante e as estradas não nos esqueçamos que não são as melhores. É por isso um misto de completo deslumbramento e extremo cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitamos Porto Alegre e ficamos desiludidos. Uma antiga roça portuguesa a cair completamente aos pedaços. Já sem janelas e sem portas mas sobranceira ao mar. Com uma vista linda para o ilhéu das rolas ao fundo. À volta da roça, minúsculos casinhotos de madeira das poucas pessoas que ali vivem. Saúdam-nos à passagem, mas o cheiro é tão intenso a peixe podre e a dejectos humanos que nós nem nos atrevemos a descer do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia volta rumo a S. João de Angolares passamos entretanto por uma exploração agrícola que pertence ao próprio resort do Pestana, onde estamos instalados. É nessa exploração que se cultiva a manga, abacaxi, laranja e todo o tipo de legumes que o restaurante do hotel necessita para as refeições. Foi aí que tomamos conhecimento pela única vez com a famosa cobra preta de S. Tomé da qual constam historias que a sua mordedura é fatal, uma vez que não existe um antídoto contra o seu poderoso veneno. Graças a deus esta já estava morta quando chegamos à quinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui seguimos para visitar uma fabrica produtora de Óleo de Palma, produto típico e que já começa a ser conhecido da cultura gastronómica S. Tomense. Por fábrica entenda-se uma empresa de fabrico quase artesanal de óleo de palma. Todo o processo desde a recolha do fruto de palma até à sua passagem a pasta e posteriormente ao oleo final é feito nesta empresa através de uma maquinaria pesada velha e que funciona a vapor imagine-se. Um ponto de interesse historio sem duvida. Mas o que nos surpreende mais nesta empresa é quando o encarregado nos diz que a empresa trabalha dia sim dia não por falta de matéria-prima. Olhamos à volta, e durante uns 5 ou 10 km só encontramos como que um grande palmeiral, com uns largos milhares de arvores e ficamos na duvida pelos motivos da verdadeira falta de matéria-prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois seguimos para a ultima visita antes de almoço, a povoação de S. João de Angolares. Num total de cerca de 50 km tínhamos gasto quase 4 horas, num percurso fisicamente muito cansativo. Chegando à povoação fomos de imediato visitar a escola local. Ninguém parecia contar com esta visita, e as crianças, sem duvida o grande valor de S. Tomé, corriam ao nosso redor, felizes e sorridentes enquanto nos chamavam amigos e nos perguntavam o nome. O director da escola recebeu-nos alegremente e fez-nos uma visita guiada pelas salas de aula impecáveis e mostrando-nos também o recreio e cantina dos alunos. A escola tinha presentemente 400 alunos e todos os anos o numero aumentava. A cantina foi talvez o único local da escola que nos impressionou pela negativa. Um espaço com cerca de 3 m2, com um fogão a lenha, e dois enormes panelões de papa de milho. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Deixamos a criançada e o seu professor e dando uma vista rápida pelo centro da povoação seguimos para a Roça de S. João, onde iríamos almoçar. Esta roça esta completamente recuperada e tem uma pousada e um restaurante muito típicos e simpáticos. Pertence a João Carlos o famoso apresentador de televisão do programa “Na roça com os tachos”. Aqui podemos apreciar a própria beleza da roça, uma casa de construção portuguesa, bem recuperada, com 2 pisos, janelas em toda a volta, com uma vista fantástica para o mar lá em baixo. Ao fundo da roça podíamos ver as antigas instalações da roça que serviam de hospital e de creche para os trabalhadores da mesma. Este era o local ideal para se ler o romance do Miguel Sousa Tavares, pois aqui tem-se a noção perfeitamente realista das roças que ele tão bem nos descreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O almoço típico de S.Tomé iniciou-se com umas bolinhas de peixe seco e omelete de micócó, erva aromática famosa deste país. Depois uma moqueca de gambas e peixe seco excelentemente acompanhada com um arroz de ervas aromáticas como nunca comi. De sobremesa tivemos fruta da região: papaia e jaca. Terminamos a saborosa refeição com o café de S. Tomé e depois daquela refeição e com aquela temperatura só apetecia ficar mesmo por ali a descansar e aproveitar a beleza do local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma pequena sesta bem merecida retomamos caminho de volta à ponta da baleia. Ainda eram umas 4 horas da tarde mas nós estávamos exaustos. A excursão tinha sido excelente mas as condições em que tinha sido feita tinham-nos feito num oito. Ainda antes de chegarmos ao local de embarque fomos visitar a Roça de Ribeira Peixe. Uma roça simplesmente espectacular que fica junto ao mar e que não passa hoje em dia de uma velha aldeia com um numero imenso de habitantes que nos saúdam ao passar. Um local levou-nos ainda a conhecer a famosa cascata de Ribeira Peixe, onde era costume os turistas banharam-se. Nós estávamos mortos de cansaço e só queríamos uma coisa: o hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui à ponta da baleia foi um pulo. E a viagem de barco parece-nos ainda mais rápida. Nesse dia praticamente não fizemos mais nada. Foi descansar antes do jantar e depois do café, de volta ao quarto para descansar. Começávamos a dar razão ao s.tomenses: trabalhar com este clima é muito complicado. As simples deslocações a pé ou de carro deixam-nos extenuados. Era preciso recuperar forças pois ainda há muito para ver neste ilhéu. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114742686892360641?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114742686892360641/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114742686892360641&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114742686892360641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114742686892360641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/05/ultima-viagem-parte3.html' title='A ultima viagem (Parte3)'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114728120483524409</id><published>2006-05-10T18:12:00.000+01:00</published><updated>2006-05-13T12:45:41.446+01:00</updated><title type='text'>(uma pausa nesta viagem para uma confissão)</title><content type='html'>Sinto a minha vida em &lt;em&gt;stand-by&lt;/em&gt;. Está parada, prestes a prosseguir mas parece que alguém carregou no &lt;em&gt;pause&lt;/em&gt; e ela estacou, nesse preciso momento. Sinto que tenho que reiniciar mas se calhar ainda não chegou o tempo, a altura certa. “Ainda é cedo”, “o mundo não vai acabar”. Não? Quem me garante que não vai? Quem me dissesse há uns meses atrás que hoje estava em &lt;em&gt;stand-by&lt;/em&gt; eu também não acreditava. Por isso também não acredito que o mundo não vai acabar. Quem sabe já amanha.&lt;br /&gt;O mais difícil nas mudanças de vida é o traçar de novos objectivos. Esquecer e pôr de lado aqueles que tínhamos já como certos e para os quais lutávamos todos os dias. Mudar de vida significa deixar de lutar por eles, por esse objectivos traçados. E desenhar novos, baseados naquilo em que nos tornamos. E isso é o que mais custa. Desprendermo-nos dos nossos objectivos é como nos desprendermos de alguém que ainda amamos. È difícil e duro. Dói, lá, profundamente. E depois colocarmo-nos perante novos desafios parece tarefa vã, inútil, sem significado. Para quê? Tantos objectivos sonhei concretizar e depois de um dia para a noite eles esfumaram-se, como num passe de mágica, mesmo sem avisar.&lt;br /&gt;Vou permanecer em &lt;em&gt;stand-by&lt;/em&gt;. Ainda não sei por quanto tempo. De todos os lados surgem obstáculos que não me permitem chegar à tecla pause para que a minha vida recomece. Mas eu sei que vai chegar a altura de voltar a tocar a vida em frente. Só ainda não sei quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(a viagem segue já de seguida. quem quiser é favor subir a bordo)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114728120483524409?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114728120483524409/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114728120483524409&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114728120483524409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114728120483524409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/05/uma-pausa-nesta-viagem-para-uma.html' title='(uma pausa nesta viagem para uma confissão)'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114685630051251490</id><published>2006-05-05T20:05:00.000+01:00</published><updated>2006-05-10T12:46:09.800+01:00</updated><title type='text'>A ultima viagem (Parte 2)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6802/2185/1600/112.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6802/2185/320/112.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Domingo, 20 de Fevereiro/05&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra todos os pressupostos passamos a alfândega em menos de meia hora. Neste aspecto S. Tomé não se assemelha a um país de África. A propositada burocracia, as tentativas dos funcionários do estado para serem subornados por nós para nos facilitar a entrada no país, nada disso se passou à chegada a esta ilha. Assim, eram 7 horas da manha e subíamos já a bordo de uma nova viagem, desta vez num carrinha Toyota de 8 lugares, já bastante usada e pouco conservada, para nos levar do aeroporto ao nosso destino final- o ilhéu das rolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso guia chamava-se Severino Melo. Dizia ele que pertencia à família Melo de S.Tomé, uma família importante segundo o próprio, com vários elementos em lugares públicos. A viagem de 90 km iria demorar cerca de 3 horas. Isso mesmo, 3 horas de viagem para percorrer apenas 90km. O Severino dizia que a estrada era muito má mas o que nós encontramos foram estradas praticamente intransitáveis e que iam piorando à medida que nos deslocávamos para sul. A juntar a enormes buracos no pavimento, a locais sem qualquer ponta de alcatrão, juntava-se ainda umas quantas pontes caídas ou em muito mal estado que nos obrigavam a atravessar o rio através do seu próprio leito. Havia alturas em que a estrada dava lugar a simples caminhos no meio da intensa vegetação de S.Tomé, o que nos fazia imaginar que estávamos no meio da selva num safari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Severino ia apresentado os vários locais por onde íamos passando. Santana, a povoação mais perto da capital e que era a sua terra natal. Um amontoado de casas de madeira, pequenas palhotas de madeira escura, velha e sujas, era aquilo que conseguimos ver. E montanhas de gente. Homens, mulheres e crianças, espalhados por todos os lados. Sentados na berma das estradas, na porta das casas, nas pequenas lojas da aldeia. O Severino de minuto a minuto apitava na buzina da carrinha e ia cumprimentando parecia-nos que toda a gente.&lt;br /&gt;- Todos somos amigos aqui, dizia, e esforçamo-nos para nunca haver brigas.&lt;br /&gt;A população ia-nos saudando também, dizendo adeus e ofuscando-nos com os seus lindos sorrisos brancos.&lt;br /&gt;Uns quilómetros mais à frente chegávamos à Roça de Água Izé imortalizada no livro de Miguel Sousa Tavares, “Equador”, leitura obrigatória a todos os que pensem conhecer S.Tomé e Príncipe. Aquilo que restava agora assemelhava-se a um enorme complexo fabril, com varias habitações em redor, escadarias e ruelas, como uma pequena vilazinha portuguesa. Mas como que uma vila fantasma. Vazia ou esvaziada de vida ou de um objectivo. O intenso labor de outros tempos era agora não mais que uma recordação. Tentei em vão imaginar como teria sido a roça no tempo dos portugueses. O Severino ia-nos dizendo que nesse tempo esta roça era uma das maiores e com maior produção de café e cacau. E acrescentava que depois que nos tínhamos vindo embora em 1975, tinha ele 5 anos, tudo tinha acabado. O governo tinha tomado conta da roça e depois dividido pela população, antigos trabalhadores na mesma. Hoje em dia cada um tinha o seu bocado e fazia dele aquilo que quisesse. Como o típico S. tomense não aprecia particularmente o trabalho, pode-se facilmente imaginar como se encontra agora a roça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o percurso, todo ele, toda a descida até ao sul, um imenso manto verde, um manto de vegetação. Mil espécies de arvores, de frutos, de arbustos, palmeiras, numa mistura difícil sequer de inumerar. E a estrada ia piorando, tornando-se mais difícil de transpor.&lt;br /&gt;- Mais lá para a frente tem um pedaço de estrada melhor, ia dizendo o Severino, talvez para nos manter animados.&lt;br /&gt;E prosseguia encosta abaixo, encosta acima, conduzindo-nos por uma mata espessa onde deixávamos até de ver o mar, onde nos sentíamos perdidos no verde ofuscante. E mais a frente, assim de repente, mais uma praia deslumbrante, o verde brilhante do mar, uma paisagem de cortar a respiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população seguinte mais importante a que chegamos foi S. João de Angolares a cerca de 40 km do cais de embarque. A custo tentávamo-nos manter animados. Sempre à espera do tal pedaço de estrada melhor que parecia nunca mais surgir. Antes dele ainda tivemos que transpor vários ribeiros e até um rio, o Rio grande, exactamente por cima da água, em tábuas meticulosamente colocadas para servir de ponte. Isto porque esta via-se a poucos metros de nós, quase desfeita e a cair.&lt;br /&gt;- Quando a água sobe, temos que arriscar pelas pontes, disse-nos o Severino. As pessoas desembarcam, e nós aceleramos, e seja o que deus quiser!&lt;br /&gt;Sorrimos e demos graças a Deus pela estação das chuvas estar só no seu inicio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando já todos pensávamos não aguentar mais, eis que finalmente chegamos ao cais de embarque, a Ponta da baleia. Do outro lado, e apenas a 20 minutos de barco, finalmente, o ilhéu das rolas. Despedimo-nos do Severino até outro dia.&lt;br /&gt;Trinta e duas pessoas, sem malas, embarcam no barco do resort que nos levará ao nosso tão desejado destino. Sobre um mar agitado, quem disse que o mar era sossegado por estas paragens, lá íamos contando os minutos como que para chegar finalmente a casa. Durante todo o percurso do aeroporto até aqui, o calor tinha sido insuportável, mas no barco tornava-se pior, uma vez que viajávamos debaixo de sol e ainda vestidos com coletes salva-vidas. Lembro-me de olhar para o ilhéu e sentir que jamais o alcançaríamos, pois parecia sempre distante. E lembro-me da forte ondulação que me revolvia o estômago. E do verde. O verde exuberante dessa pequena ilha no meio do atlântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram quase 11 horas da manha quando desembarcamos no ilhéu. Extenuados pelo calor e pela longa viagem que se tinha iniciado de comboio no Porto, e tinha passado por esses diversos meios de transporte. O primeiro impacto nestas condições é quase sempre desanimador. Tanto pelo que passamos para isto? Isto é apenas uma ilha! Uma ilha diferente, exótica, deslumbrante mas....... o calor e o cansaço vencem a euforia natural que nos deveria atingir.&lt;br /&gt;Próximo acontecimento: a welcome drink! Água de coco ao natural! Pois, ao natural mesmo! E depois finalmente o check-in no hotel. Ficamos instalados no quarto 303, que ficava em frente ao mar, ao jacuzzi e à piscina do resort. Estávamos ansiosos por nos livrar daquela roupa e poder refrescar-nos naquele imenso mar mas ainda faltavam as malas que tinham ficado do outro lado, no cais de embarque. Estas só chegaram ao fim de uma boa hora. Finalmente podíamos partir à descoberta do ilhéu, tomar banho nesse mar verde, esteirarmo-nos na areia e descansar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes de tudo isso era preciso retemperar o estômago e daí que fomos almoçar ao Bar do Pepe. Umas sandwiches e muita bebida numa tentativa frustada de matar a sede. Perguntamos ao empregado do bar qual era a melhor praia por ali, ao que ele nos indicou a Praia do Café!&lt;br /&gt;Seguindo as indicações que nos deram, lá fomos nós descobrir a Praia café. Passamos a recepção, a capela do ilhéu com a sua fachada branca e azul a lembrar algumas casas de Portugal, a praia dos pescadores. Nessa praia a primeira revelação. A exuberante vegetação tocava quase no mar. Meia dúzia de barcos de madeira, frágeis e simples, dos pescadores da aldeia, que serviam para fornecer o peixe para o restaurante do hotel e também para o consumo local da população. Habituados já aos turistas por aqueles lados, havia pescadores que ofereciam já almoços na praia por apenas 5 €. Nós, na verdade, não experimentamos. As condições de higiene em que eram confeccionados os alimentos eram para nós um mistério e preferimos não arriscar. Não é por nada de especial, mas quem vai à consulta do viajante antes de embarcar para S.Tomé e se vê confrontado com um grande numero de vacinas, medicamentos, conselhos médicos e outras profilaxias, fica um pouco assustado. E nenhum de nós estava disposto a contrair a malária ou outro tipo qualquer de doença local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, e transpondo finalmente a linha do equador para o hemisfério sul, lá encontramos a dita praia. Sem palavras! A cor da água era qualquer coisa de fantástico. Um verde quase esmeralda, uma areia quase branca. A paixão por África começou aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdadeira paixão, é pelas pessoas, principalmente pelas crianças. De todos os cantos, e enquanto nos dirigíamos para a praia, foram-nos assaltando pelo caminha, perguntado-nos alegremente o nome e pedindo doces. Foi assim que conhecemos o João. Este menino de 13 anos decidiu acompanhar-nos até a praia e com o seu sorriso branco resplandecente lá nos ia fazendo perguntas de Portugal e respondendo ás nossas questões. Foi o verdadeiro anfitrião de S. Tomé! Conversou muito, queria saber muitas coisas e contou-nos também alguns dos seus gostos e desejos. Era benfiquista, e queria ser engenheiro civil. Estudar em Lisboa na universidade técnica. Tinha família em Leiria e contava em Junho poder ir a Portugal visita-los. Desde logo ficou com o nosso convite de nos encontrarmos em Portugal. Ele meio maravilhado, meio desconfiado lá ia sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto conversávamos com o nosso pequenos anfitrião, víamos ao longe a aglomerar-se umas nuvens negras que cobriam já as partes mais altas da ilha de S.Tomé à nossa frente.&lt;br /&gt;- Vem aí chuva João?&lt;br /&gt;Sim hoje ia chover com toda a certeza. Estávamos no inicio da época das chuvas em S.Tomé. A temperatura era mais elevada mas havia mais humidade e chovia quase todos os dias ao entardecer. E não foi preciso muito tempo para de facto começar a cair a chuva. Tivemos tempo apenas para uns banhos de mar e meia hora de descanso deitados na toalha. De repente, o João levantou-se e disse-nos:&lt;br /&gt;- Vamos embora, vai chover!&lt;br /&gt;Depressa nos levantamos, nos vestimos e nos pusemos a caminha. A chuva começou então a cair em pingos grossos que refrescavam e encharcavam ao mesmo tempo. Num segundo abateu-se uma verdadeira tempestade de vento e chuva à mistura.&lt;br /&gt;- Temos que ir pela praia, gritou-nos o João, é perigoso ir por este caminho, ainda nos pode cair um coco na cabeça!!!&lt;br /&gt;Assustados corremos atrás daquele menino que parecia tão indefeso e ao mesmo tempo tão forte e sabedor das coisas. A nossa fuga a correr durou para aí um minuto porque o calor e a humidade rapidamente nos tirou o fôlego para continuar. Paramos de correr e continuamos em passo mais lento e o João como bom anfitrião, abrandou também nunca nos abandonando. Parecia o fim do mundo. Era o paraíso transformado no inferno. Chuva torrencial, vento forte que nos atirava para trás, folhas pelo ar, o barulho das arvores atrás de nós, os fortes relâmpagos que cortavam a escuridão que de repente se tinha abatido no ilhéu.&lt;br /&gt;Junto da aldeia dos pescadores despedimo-nos do João e seguindo pelo caminho já conhecido chegamos novamente ao Bar do Pepe. Parecia que todos tínhamos tido a mesma ideia e era vermo-nos todos engalfinhados no minúsculo espaço do bar. Olhávamos para a tempestade lá fora e sorrimos. O primeiro dia em S.Tomé e tínhamos sido logo confrontados com uma tempestade equatorial. Encharcados até aos ossos mas felizes rumamos ao nosso quarto para nos secarmos. Não convinha apanharmos uma constipação logo no primeiro dia. E assim foi o nosso primeiro dia de aventura no ilhéu, apanhados pelo que os locais chamaram de pequeno tufão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114685630051251490?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114685630051251490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114685630051251490&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114685630051251490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114685630051251490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/05/ultima-viagem-parte-2.html' title='A ultima viagem (Parte 2)'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114659400998559823</id><published>2006-05-02T19:08:00.000+01:00</published><updated>2006-05-05T15:19:51.463+01:00</updated><title type='text'>A ultima viagem. (Parte 1)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6802/2185/1600/111.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6802/2185/320/111.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O meu primeiro contacto com África, a África dos portugueses, foi na verdade S.Tomé e Principe. Embarquei a 19 de Fevereiro/05 com destino a S.Tomé numa viagem de 9 dias.&lt;br /&gt;A viagem começou num Sábado à tarde com partida do Porto ás 17.15 no Alfa/pendular com destino a Lisboa, estação do Oriente. Com a duração de 3 horas, foi um início de viagem tranquilo e de completo relaxe em comparação com aquilo que nos esperava até ao nosso destino. Chegados a Lisboa pelas 20 horas apanhamos um taxi rumo ao aeroporto da Portela. Faltavam 15 minutos para as 21 quando fizemos o check-in no balcão da Air Luxor, para o voo CZ-508 com partida confirmada para as 00:05.&lt;br /&gt;Depois de despachadas as malas foi tempo de retemperar as forças e de nos prepararmos para mais um percurso, desta vez mais longo e cansativo. Foi o tempo de jantar e fazermos as ultimas compras na “civilização”, uma vez que nos encontrávamos a viajar rumo a África. Nunca se sabe o que por lá existe ou não e convinha não esquecer nenhum dos produtos a que estamos habituados a consumir diariamente por cá.&lt;br /&gt;A viagem de avião durou 6 horas e 15 minutos. Como foi feita de noite e reforçada com um Xanax logo após a entrada no avião, a viagem revelou-se mais ou menos relaxada, apesar de longa. Uma vez em S.Tomé, o destino era agora o Ilhéu das Rolas, a sul da ilha, a 90km da capital.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114659400998559823?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114659400998559823/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114659400998559823&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114659400998559823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114659400998559823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/05/ultima-viagem-parte-1.html' title='A ultima viagem. (Parte 1)'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114589992319831909</id><published>2006-04-24T18:29:00.000+01:00</published><updated>2006-05-02T17:53:16.886+01:00</updated><title type='text'>Jogo de futebol!</title><content type='html'>&lt;em&gt;Data&lt;/em&gt;: Sábado, 15 de Abril, 06&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hora&lt;/em&gt;: 21.15&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Acontecimento&lt;/em&gt;: Jogo Boavista-Benfica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabem da minha paixão pelo Boavista. E se não sabem ficam agora a saber. Eu costumo dizer que o meu coração é preto e branco, aos quadradinhos, como um jogo de xadrez. E tal como neste jogo, também no futebol comecei como um simples peão. Lembro-me de ser pequenina e ir ao Domingos aos jogos do Boavista com os meus pais e irmão. A maior parte das vezes eu e os meus primos ficávamos do lado de fora com as mães a brincar. Aquela coisa chamada futebol era muito enfadonha e preferíamos estar livres para correrias e loucuras. Mas sabíamos de quem éramos, e vibrávamos muito quando os nossos pais chegavam do estádio alegres e excitados por mais uma vitória.&lt;br /&gt;Está bem, já sei que estão com um sorrisinho nos lábios a pensar ” vitorias???? São assim tantas???” Ok, eu sei que não. Somos um clube pequeno e até já tivemos mais sucesso, mas como costuma dizer o meu pai “O Boavista só me dá alegrias, nunca desgostos, pois já sei até onde ele pode ir. Se perde já estou à espera mas se ganha é uma alegria!!”&lt;br /&gt;Há poucos anos entrei de sócia definitivamente. Se sou uma pantera tenho que o demonstrar e contribuir para o clube. Eu bem sei que se pensar nos ordenados astronómicos dos jogadores me arrependo, mas….. E de jogo em jogo tornei-me numa viciada. Agora já tenho cativo e não falho um jogo em casa. Sábado sim, sábado não, lá vou eu de cachecol ao peito, rumo ao estádio do Bessa.&lt;br /&gt;No passado dia 15 Abril não foi diferente. Era jogo grande: Boavista-Benfica. Eu, a minha prima Sónia e o meu primo Hugo chegamos cedo ao estádio. Eram 19.30. Depois de estacionarmos na avenida, e de logo ali termos um problemazinho de trânsito (jogo de bola sem confusão não é JOGO, verdade?), fomos comer uma apetitosa francesinha (as famosas!) à Cufra. Ás 21 já estávamos dentro do estádio. Logo aí fiquei desanimada. Quem viu a final do ano passado no nosso estádio, neste mesmo duelo, ficava como eu, desanimado. Onde estava a onda vermelha??? O ano anterior depois de entrar no estádio do Bessa pensei literalmente que me tinha enganado e que estava em Lisboa na casa do Benfica. Tantos adeptos, tanta festa, tanto vermelho na bancada, que até eu me deixei contagiar com aquela alegria. Este ano, se estivessem 20% dos adeptos benfiquistas era muito. Que desilusão! Então as águias só apoiam o clube se este estiver na frente? É nisso que os adeptos no Boavista são diferentes. Vão sempre aos jogos, quer o clube esteja bem posicionado ou não. O que importa é aquela festa, aquela emoção nas bancadas. A verdade é que somos poucos, sim muito poucos até. Mas somos verdadeiros, e persistentes e não abandonamos o barco a meio.&lt;br /&gt;Este ano o jogo não teve a emoção do ano passado, é certo, mas para mim é sempre uma grande festa. Ajuda-me a libertar o stress da semana. Fico outra, acreditem. E era ver-me, a mim e à prima (porque o primo era uma águia disfarçada!) a cantarolar as músicas fraquitas da nossa claque e a gritar pelo nosso BOAVIIIIIIIIIIISSSSSSSTAAAAA!&lt;br /&gt;O jogo foi um osso duro de roer. Quer de um lado quer do outro havia falhas e também boas jogadas e eu já acreditava num empate, que até era uma coisa bonita de se ver. Mas havia muito nervoso fora e dentro do campo. A defesa do Benfica demonstrava uns pequenos deslizes e o nosso ataque (ai &lt;em&gt;Fary&lt;/em&gt;!!) enfim! Até o meu João Pinto estava mal, escorregava, caía para o chão, estava sempre um bocadinho atrasado demais.&lt;br /&gt;Nas bancadas…. Bom nas bancadas é onde se passa tudo! Pena que vocês em casa não possam participar no espectáculo das bancadas. As minhas vizinhas panteras são um &lt;em&gt;must&lt;/em&gt;. Jogo de futebol sem elas, não é jogo. E nesse dia as panteras estavam assanhadas. Era vê-las viradas para as claques do Benfica a gritar “Coitadinhos, este ano não ganham nada!” Ou então, “Sois uns cavalos. Ide para a vossa terra!!!” No camarote mesmo atrás de nós estava o Ricardo Rocha, o ainda jogador do Benfica. Se há coisa que irrita os sócios do Boavista é ver os nossos camarotes cheios de adeptos da equipa adversária. E aquilo tinha que pegar fogo mesmo. Depois de uns dizeres mais ou menos puxados (que eu me recuso a partilhar com vocês), a Dª Cândida vira-se para o dito camarote e atira-lhes com esta: “Porque vocês em Lisboa só comem alface, coitadinhos. Nós não! Temos tripas, e rojões, e até cozido a portuguesa!” Que vos posso dizer senão que foi gargalhada geral e que por uns minutos todos nós nos esquecemos dos jogadores e da bola.&lt;br /&gt;É disto que eu falo, que me faz bem. Desta espontaneidade e inocência desportiva. Ali, nas bancadas do Bessa, são as mulheres que alegram a noite. Quer corra bem ou mal. E eu consigo sair de lá sempre com um sorriso nos lábios.&lt;br /&gt;Desta vez correu mal. Dois golos injustos. Uma arbitragem fraquinha. Três pontos perdidos. Uma desilusão.&lt;br /&gt;Saiu o primo feliz. Que de tanto nervoso roeu as unhas quase todas. E que por estar entre panteras, não comemorou os golos como devia. Eu bem lhe puxava o braço mas ele politicamente correcto limitava-se a sorrir. E assim foi, cheque-mate, ganharam as águias. Mas as panteras não desistem e depois do jogo foram comemorar mais um jogo para a Ribeira. Porque o que interessa é o jogo. E aquela alegria. Aquela emoção. Aquele espectáculo. Aquela festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Dedicado a minha Pims, e ao meu querido primo Hugo, que me desafiou a escrever este post!)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114589992319831909?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114589992319831909/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114589992319831909&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114589992319831909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114589992319831909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/04/jogo-de-futebol.html' title='Jogo de futebol!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114548431035435793</id><published>2006-04-19T23:02:00.000+01:00</published><updated>2006-04-25T01:14:34.420+01:00</updated><title type='text'>Sensibilidades</title><content type='html'>Por mais que me prepare e me mentalize para a tua insensibilidade, não consigo fazer com que ela não me magoe. Esforço-me por demais, sabias? Desvalorizar, fechar os olhos, respirar fundo, controlar-me. Mas a verdade é que ela me dói. Me magoa.&lt;br /&gt;Como te posso dizer isso sem te perder? Não consigo, não quero, não posso. E no entanto…....&lt;br /&gt;Sabes lá a minha dor. O que sinto. Como me sinto. Porque a desvalorizas? Porque te esqueces dela? Eu sei, dizes que é para me tornares forte, adulta, mais segura. Mas dói-me tanto, tanto! Não quero ser forte, não quero crescer e sei que vou ser sempre insegura. A vida me fez assim e agora é difícil mudar. Tu também o és. Inseguro. Não é verdade?&lt;br /&gt;Só preciso de apoio, carinho, amizade. Nem que aches que estou a exagerar, que me queixo à toa, que exagero nos sentimentos. Só preciso de tempo, compreensão. Eu sei. É pedir muito. E nem tenho esse direito. Mas era disso que precisava. Tanto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114548431035435793?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114548431035435793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114548431035435793&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114548431035435793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114548431035435793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/04/sensibilidades.html' title='Sensibilidades'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114502314039817597</id><published>2006-04-14T14:57:00.000+01:00</published><updated>2006-05-02T20:13:21.856+01:00</updated><title type='text'>O Abraço</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Leonor olhou para o relógio do monitor, eram 20:17. Suspirou e achou que já eram horas decentes de ir para casa. Desligou maquinalmente o computador, depois o monitor, o ups e finalmente a ficha tripla que por segurança cortava em definitivo a corrente dos computadores da empresa. Estava já a sair do escritório rumo ao descanso, quando tocou o telefone. Voltou atrás a correr:&lt;br /&gt;- Estou sim?&lt;br /&gt;A voz do outro lado perguntava-lhe acerca do Dr. Nogueira.&lt;br /&gt;- Sim, é do consultório do Dr. Nogueira mas já estávamos a fechar. (……) Não o Sr. Dr. já saiu. (......) Vai ser impossível, o Sr. Dr. já só volta na segunda. (……) Sim, sim, com certeza, fica anotado. Obrigado e boa noite.&lt;br /&gt;Correu para a porta desejando que o telefone não voltasse a tocar. Enfiou a chave na porta e aproveitou para chamar o elevador. Enquanto este subia accionou o alarme do escritório e fechou a porta à chave. Entrou à pressa no elevador e carregou no -3. Finalmente, estava fora do escritório. Será que ainda ia a tempo de apanhar algum sol do dia?&lt;br /&gt;Na garagem, às escuras Leonor accionou a comando do seu carro para o abrir. O som estridente do alarme e as luzes amarelas a piscar mostraram-lhe a direcção a seguir. Correu para o carro. Sorriu ao pensar que hoje não precisava de ir buscar a Beatriz a casa da mãe. Hoje a sua pequena ia ficar a dormir em casa da avó.&lt;br /&gt;De vez em quando a sua mãe dava-lhe assim como que um bombom. Dizia-lhe que era para ela se poder divertir, sair com os amigos, ir ao cinema mas Leonor acabava sempre por ficar a trabalhar demais. Nesses dias ficava sempre sem saber o que poderia fazer com a noite livre e muitas vezes acabava num shopping a comer comida de plástico e a entrar e sair de quase todas as casas de roupa e sapatarias que houvesse. Era louca por sapatos e tinha com certeza umas boas dezenas de exemplares no armário de casa. Era a sua única paixão e pela qual gastava rios de dinheiro. Tinha uns de cada cor e feitio: sapatos, sandálias, botas, botins, sapatilhas. Uma verdadeira colecção.&lt;br /&gt;Leonor tinha 35 anos e uma vida no mínimo de 70. Uma filha de 5 anos. A sua Beatriz. Um divórcio de 2 anos. Uma sociedade numa empresa de advocacia. Um apartamento. Um carro. Para Leonor era como se já tivesse conquistado um mundo. Tinha já conseguido tanta coisa sozinha. A sua filha fazia-a acreditar no amanha e trabalhava essencialmente para o bem-estar das duas. Esforçava-se por lhe dar uma boa educação e tentava gastar todo os seu tempo disponível com ela, vendo-a crescer, ajudando-a a crescer. Viajavam muito, sempre juntas e sozinhas. Tinham uma forte e especial ligação. E Leonor considerava-se uma mulher quase feliz.&lt;br /&gt;Quase! Porque ultimamente algo a incomodava.&lt;br /&gt;Saiu do estacionamento do prédio onde trabalhava e decidiu ir ver o mar, tentar aproveitar os últimos raios de sol desse mês de Junho. Rolou lentamente pela A5 até Cascais. Estacionou perto do centro e caminhou a pé até à praia de St. Marta. Petiscou qualquer coisa no bar da praia, que a esta hora ainda se via salpicada de banhistas.&lt;br /&gt;Desceu as escadas até ao areal, sentou-se no chão e descalçou as suas sandálias D&amp;G pretas. Enterrou os pés na areia já morna, pronta a esfriar. E ficou a olhar o mar, sentindo a doce brisa que corria aquela hora. Esteve assim algum tempo pensando em tudo. Tentava descortinar o que lhe ensombrava recentemente os seus sonhos, a sua vida. “Afinal o que é que me falta?” interrogava-se Leonor. Sem saber como, começou a chorar, baixinho pois não queria incomodar os que insistiam em ficar por ali. Enfiou a cabeça por entre os joelhos e deixou sair aquele peso que há dias lhe enchia o coração. Uma mão no ombro direito sobressaltou-a. Rodou a cabeça na sua direcção parando as lágrimas que não sabia de onde tinham vindo. Um velho dos seus 60 anos, que trabalhava provavelmente ali na praia, sorriu-lhe. “A menina está bem? Sente-se bem, precisa de alguma coisa?”&lt;br /&gt;Leonor levantou-se embaraçada desculpando-se à toa. Tentou sorrir e convencer o bom homem que estava bem. “Tem idade para ser minha filha. Eu tive um dia assim, uma filha como a menina. Bonita e tudo. Assim mesmo tal como a menina. Levou-ma o bom Deus há 2 anos. Foi a droga sabe, ela nunca foi muito forte a pequena!” Leonor ainda hesitou uns segundos mas não aguentou e lançou-se ao pescoço do velho num forte abraço. O velho anuiu e abraçou-a com vontade, enquanto lhe afagava os seus cabelos longos: “Chore menina, chore à vontade, vai ficar tudo bem. Vai ver que sim. Acredite aqui no velho Sebastião!”&lt;br /&gt;De regresso a casa Leonor, já mais calma, sorriu ao pensar no velho. Era como se fosse um anjo, o seu anjo protector, que lhe tinha aparecido na altura certa. E lhe tinha demonstrado o porquê da sua recente apatia. E a tinha saciado.&lt;br /&gt;Leonor já não se lembrava de um abraço daqueles. A falta que tinha sentido dele todo este tempo. O deixar-se ir pelo calor do corpo do outro, afundando ali todas as suas mágoas. Era como uma fonte de alento, uma força extra, um carregar de baterias. O milagre que um simples abraço nos pode trazer. Alegrou-se ao pensar de como existem gestos tão simples capazes de nos encher de alegria e paz.&lt;br /&gt;Nunca Leonor pensara nisso antes. A falta de que sentia de um simples abraço. Um abraço de pai, de marido, de namorado, de um simples amigo. Mas um abraço. Forte e sentido, como aquele que o velho Sebastião a tinha brindado.&lt;br /&gt;Resolveu ir directa para a casa da mãe. Hoje queria estar com a Beatriz e se possível dormir abraçada a ela. Para que nunca a sua pequena sentisse tanto a falta de um abraço.&lt;br /&gt;Uns dias mais tarde voltou a praia com a sua filha. Ao longe, junto ao bar onde tinha jantado uns dias antes viu o seu Sebastião. Este sorriu-lhe e piscou-lhe o olho. Leonor sorriu-lhe de volta. Jamais esqueceria o seu anjo Sebastião.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Dedicado à Calaia com um beijinho especial!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114502314039817597?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114502314039817597/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114502314039817597&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114502314039817597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114502314039817597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/04/o-abrao.html' title='O Abraço'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114424418358895537</id><published>2006-04-05T14:35:00.000+01:00</published><updated>2006-04-13T23:34:24.003+01:00</updated><title type='text'>Agradecimento!</title><content type='html'>À minha familia, à minha querida prima, às minhas amigas de coração, aos meus amigos de sempre, ao meus amigos blogistas, e a todos que sempre me apoiaram ao longo destes meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos quero expressar publicamente o meu sincero agradecimento. Tenho-vos a todos no coração, jamais esquecerei cada um de vocês e desejo que Deus vos dê em dobro todas as alegrias e momentos felizes que me proporcionaram. Sem vocês todos, acreditem, teria sido muito diferente. Tenho aprendido muito com vocês todos, TODOS sem excepção. Aprendi que todos os dias têm coisas boas, que não há como um dia atrás do outro, que podemos sentir esta coisa tão boa que é carinho e amizade mesmo por pessoas que apenas virtualmente as conhecemos. A vida é bela, é muito gratificante. Hoje, e ao contrário de ontem, sei disso. Quando nos parece que uma janela se fecha logo uma porta nos é aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que não consigo exprimir por palavras toda a minha amizade e carinho por todos vocês. Muito obrigado por existirem e por terem entrado pela minha "porta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao RC uma mensagem muito especial: Hoje é um novo dia na tua vida. Que tenhas uma vida plena de felicidade. Que encontres um novo rumo, muitas portas abertas, muitas almas como eu encontrei. Faz como eu, abre-te para o mundo, abre o coração, nao tenhas medo de errar, de dar um passo em falso. Deus está sempre a proteger-nos. E acredita que no mundo existem muitas pessoas boas. Tantas! Tenho a certeza que se abrires o teu coração, vais encontrar muitas delas. Só precisas de acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não é um Adeus, nem tão pouco um até breve. Foi mesmo um acto de agradecimento a todos os que estão comigo, perto ou longe. Prometo voltar em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sintam o meu beijo profundo e carinhoso em todos vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até já!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114424418358895537?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114424418358895537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114424418358895537&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114424418358895537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114424418358895537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/04/agradecimento.html' title='Agradecimento!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114414639760492008</id><published>2006-04-04T11:22:00.000+01:00</published><updated>2006-04-05T14:00:28.120+01:00</updated><title type='text'>Hoje estou assim..........</title><content type='html'>......assim, como que cinzenta. Não me consigo ouvir, nem ver o sol, nem perceber o mundo. Hoje estou assim...... amarga, arrasada, desesperada. Hoje estou mal, pior que ontem, melhor que amanha? Hoje nem devia existir!   ai se eu pudesse arrancar o Hoje do calendário......&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114414639760492008?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114414639760492008/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114414639760492008&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114414639760492008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114414639760492008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/04/hoje-estou-assim.html' title='Hoje estou assim..........'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114363028895459855</id><published>2006-03-29T12:02:00.000+01:00</published><updated>2006-04-03T14:55:19.833+01:00</updated><title type='text'>Pensamento do dia!</title><content type='html'>Desculpem lá mas nao resisti a colocar-vos aqui o pensamento do dia que a minha amiga Su me enviou. É uma delicia.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"AMO A LIBERDADE,&lt;br /&gt;POR ISSO, DEIXO LIVRES AQUELES QUE AMO,&lt;br /&gt;SE VOLTAREM É PORQUE OS CONQUISTEI,&lt;br /&gt;SE NÃO VOLTAREM, É PORQUE NUNCA OS TIVE!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijinhos a todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114363028895459855?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114363028895459855/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114363028895459855&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114363028895459855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114363028895459855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/03/pensamento-do-dia.html' title='Pensamento do dia!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114322293505647618</id><published>2006-03-24T17:49:00.000Z</published><updated>2006-04-06T22:58:15.256+01:00</updated><title type='text'>Filme!</title><content type='html'>A minha vida dava um filme!&lt;br /&gt;Nunca ninguém vos disse isto? Se não, digo-vos eu. A sério, a minha vida dava um filme. Começo por uma característica engraçada, normalmente de 2 em 2 anos recorro a um advogado. Pois é, devo ser das clientes mais assíduas, acho até que já me trata como se fosse da família.&lt;br /&gt;Quando me preparava para fazer 25 anos, um quarto de século de vida, merecedor de uma bela comemoração, pimba, tenho um acidente de carro gravíssimo que me prendeu a uma cama durante meses. Um dente partido, uma perna destroçada, uma operação de 6 horas, dois meses de gesso, 9 de fisioterapia, e eu fiquei quase boa. Cheia de mazelas, cicatrizes, dores de alma mas pronta para recomeçar a viver.&lt;br /&gt;Logo aí tive problemas! Apuramento de responsabilidades, culpas, razões para o acidente, companhias de seguro…. e eu a ver a minha vida a andar para trás. Lá fui eu a correr ao advogado. Consulta após consulta descobri direitos que nem sequer podia imaginar. Danos morais e patrimoniais, indemnizações para cima, percentagens para baixo. Uns meses depois lá chegamos a acordo sem termos que recorrer aos tribunais. Confesso que me venceram pelo cansaço: Um ano quase inteirinho em casa; Tinha perdido o emprego, porque um mês antes do acidente me tinha despedido para ir para um novo trabalho; A viver de novo à custa dos papás; confesso que queria receber a indemnização a todo o custo. Precisava dela para recomeçar a viver. Planear a vida. Colocar de novo pedra sobre pedra.&lt;br /&gt;Mas este não foi o único acidente que tive, de facto até foi o segundo. O primeiro tinha eu 13 anos de vida. Saí de casa para o liceu, tinham uns amigos meus ido buscar-me para as aulas da tarde. Primeira rua, tudo ok, risos e conversas animadas. Quando chego à segunda já não passei. Atravessei sem olhar e pimba, fui atropelada por um automóvel. Um olho negro, um traumatismo craniano, um mês em casa. Não fui ao advogado mas para cumulo tive que pagar o concerto do carro: não passei na passadeira, saí do meio dos carros sem olhar e amolguei o carro ao senhor. Justo, justo era pagar o conserto certo?&lt;br /&gt;Mas voltemos aos casos de polícia. Ano e meio depois do meu acidente de carro, tinha conseguido arranjar um bom trabalho, um ordenado razoável e planeava casar, no ano seguinte em Maio! Tudo corria bem, a fase má tinha passado. Sentia-me de novo cheia de força e energia para encarar de novo esta vida difícil que nós gostamos de a complicar ainda mais. Empresa nova, grandes expectativas, investimentos lunáticos. É, passado pouco mais de um ano a situação estava difícil. Fui “dispensada”. Sorrisos e pancadinhas nas costas, “fica a amizade” e a dor de mais uma etapa falhada.&lt;br /&gt;Uma semana depois de novo o pesadelo. Não havia dinheiro. Não pagavam a indemnização. “Não tínhamos combinado de mútuo acordo a sua saída?” Lá corri de novo para o advogado, lavada em lágrimas. Será que nada bate certo na minha vida, pensei eu, tantas e tantas vezes. Cartas para cima, telefonemas para baixo, desta vez recebi tudo direitinho. Não quis saber do coração, assinava os papéis quase sem ler. Queria tudo o que tinha direito. No fim, resolvido tudo, de novo aquela sensação de vazio. Noites sem dormir, dando voltas e voltas nos meandros do meu cérebro, tentando perceber onde errei? Mas que raio de sorte tinha eu? Porque é que tudo me acontecia a mim? Afinal que mal fiz eu ao mundo?&lt;br /&gt;Depois uma época longa de felicidade, para alguns aparente. Mas passados uns anitos pimba, lá levei eu na cabeça outra vez. Só vos digo uma coisa, desconfiem sempre quando a coisa estiver a correr bem demais. A sério, párem para pensar se está mesmo tudo bem.&lt;br /&gt;Por exemplo a minha mãe, e como é lógico, depois do acidente que eu tive, e que por acaso ela também se viu envolvida mas sem danos (Graças a Deus!), anda sempre comigo nas palmas da mão. Sempre aflita que me aconteça alguma coisa, que o mundo me desabe em cima, ou que me aconteça mais do que me tem acontecido. Eu sei que sim, que me vai acontecer muitas mais coisas, boas e más, mas já lhe disse: “Mãe, não te preocupes, não é tudo de uma vez só. É aos pouquinhos. Agora estou nesta fase má, ainda vai faltar muito para a próxima.”&lt;br /&gt;Será? Ás vezes penso se não me ando a descuidar.&lt;br /&gt;Agora encontro-me na fase do divórcio. Lá tive eu outra vez que recorrer ao advogado. Eu já sei, não era preciso mas que querem? Talvez até seja melhor assim. No fundo não é mais do que pedir a alguém que nos resolva um problema. E, como diria um amigo meu, “Quem pode, pode!” Daí que, lá está o advogado a tratar do divórcio, amigável, porque sim, nós somos pessoas civilizadas, e isto não custa nada, e é um instantinho, e vai tudo correr bem.&lt;br /&gt;Digam lá, a minha vida não dava para fazer uma “comédiasita”? Uma coisa ligeira, eu sei, daquelas para se ver num Domingo à tarde, enroscados no sofá, deitarmos uma lágrima, mas rirmo-nos muito ao longo de todo o filme. Eu podia ser interpretada pela Cameron Diaz . Que acham? Era assim muito loira, só sorrisos mas muito trapalhona. Até parece que já me estou a ver na grande tela…. Ou então tipo uma super-heroi qualquer, como a “mulher elástica” dos The Incredibles….&lt;br /&gt;Bem, vou mas é tratar de vida e preparar-me convenientemente para o meu novo desafio. Nunca se sabe o que vem aí agora, não é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114322293505647618?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114322293505647618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114322293505647618&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114322293505647618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114322293505647618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/03/filme.html' title='Filme!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114294131456038973</id><published>2006-03-21T11:36:00.000Z</published><updated>2006-03-27T17:39:30.790+01:00</updated><title type='text'>A depressão de Domingo à noite!!!!</title><content type='html'>Que lhe posso chamar senão depressão de domingo à noite???&lt;br /&gt;Todos os domingos, chegando a hora do entardecer, sou invadida por este sentimento de frustração. Revejo a semana que passou, os êxitos e/ou fracassos que alcancei e não me consigo animar. O final do ”fim-de-semana” traz-me sempre angustia, frustração e um início de ansiedade, à qual não sei atribuir uma razão plausível. Nem é pelo início de mais uma semana de trabalho. Este, pelo menos, tem o dom de manter a minha cabeça ocupada e de não me fazer pensar na minha vida. &lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Puta de vida&lt;/em&gt;” diria alguém! Não é, na verdade uma vida angustiante nem tão pesada como estou provavelmente a tentar demonstrar. Eu sei bem disso. Mas então porquê este sentimento estranho, este aperto no peito, esta sensação de perda?&lt;br /&gt;Ninguém é preparado para as diversas mudanças que ocorrem na nossa vida. Lembro-me da minha passagem de criança para adolescente e dos conflitos interiores e traumas que isso me suscitou. É o despertar para novas realidades, o reconhecer as diferenças de sexo, notar as mudanças do nosso corpo, algumas dolorosas e não aceitar de todo isso como um dado positivo. Ainda me lembro da minha primeira menstruação. Grande trauma! Qual era afinal a piada de todos os meses sangrar como uma alma penada, apenas para o bem da continuação da humanidade? E porque é que tinha logo que ser a nós, as mulheres, desgraçadinhas, a quem tudo acontece? Já não nos bastava crescer o peito de uma forma humilhante, primeiro parecendo uns papos, depois completamente desproporcionados?&lt;br /&gt;Depois a passagem para a idade adulta. Outro grande trauma! Reconhecer que já temos idade de tratar de vida e nos fazermos alguém. O lento cortar do cordão umbilical com os pais, o reconhecimento da inconstância das paixões, da dureza do trabalho rotineiro, dia após dia. Reconhecermos o tempo inútil que perdemos com os traumas da adolescência. Sentir o tempo que perdemos com problemas insignificantes. Apercebemo-nos da fugacidade do tempo e olharmos para o futuro cada vez mais passado.&lt;br /&gt;Mas talvez para todas estas mudanças de vida fomos de alguma forma preparados pelos pais, avós e até amigos. Estes vão-nos socializando para estas alterações de vida, para as mudanças no nosso percurso e ajudam-nos muitas vezes a superá-los. Mas nem para todas as mudanças. Algumas nem nós próprios sabemos ou aprendemos a lidar.&lt;br /&gt;A mim nunca ninguém me preparou para a minha separação. Ninguém me falou que podia acontecer, ninguém me explicou como se faz, como se ultrapassa, o que se tem que fazer, o que não se deve fazer. Eu sei, é aquela velha questão de que ninguém também nos prepara para a morte. Nós sabemos que ela existe mas nunca estamos preparados para a enfrentarmos. Não que separação seja sinónimo de morte, pelo contrario, quero acreditar que é sinonimo de vida nova, de uma nova oportunidade, de refazermos uma vida, evitando cair nos mesmos erros do passado. Mas a verdade é que tudo isto é muito duro. O apagar uma vida para desenhar uma outra é duro.&lt;br /&gt;Comigo depois do choque inicial, o problema pôs-se no &lt;em&gt;Como&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Quando&lt;/em&gt;. Os &lt;em&gt;Porquês&lt;/em&gt; esses deixam rapidamente de ter importância. Quando não os encontramos ou não os queremos simplesmente reconhecer colocamo-los rapidamente de lado. O problema depois é construir a separação. Levanta-la, pô-la de pé, desenrola-la. Começamos por onde? Fazemos o que? O que está permitido fazer? O que é terminantemente proibido? Onde colocamos os sentimentos? O que esperamos dos outros? O que fazemos com os bens materiais? E os sentimentais? E os medos e traumas? E as alegrias?&lt;br /&gt;E porque é que estes traumas me assolam sempre no final de Domingo? Que tem ele de tão especial?&lt;br /&gt;Alguém me disse que devia ver o final de domingo como um dia a menos para a chegada de um novo fim-de-semana. E eu vejo-o sempre como menos um dia de vida, mais um dia passado sem ti, mais um objectivo deixado de cumprir, mais um pedaço de tempo que deixei escapar. E depois não posso deixar de me sentir angustiada e triste.&lt;br /&gt;E por isso detesto os Domingos à noite!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114294131456038973?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114294131456038973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114294131456038973&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114294131456038973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114294131456038973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/03/depresso-de-domingo-noite.html' title='A depressão de Domingo à noite!!!!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114250252312826525</id><published>2006-03-16T09:37:00.000Z</published><updated>2006-03-23T17:59:21.933Z</updated><title type='text'>Fragmentos (Final)</title><content type='html'>Quando era ainda criança, talvez com os nove ou dez anos, achava que era uma pessoa especial e que tinha um Dom. Tudo porque conseguia-me lembrar da fisionomia de certas pessoas com as quais só tinha estado uma única vez na vida e há vários anos atrás. E apesar de momentaneamente me poder esquecer do seu nome, tinha a certeza de que essa pessoa já tinha passado pela minha vida. Para além disso, acontecia-me muitas vezes passar por certos acontecimentos que acreditava já ter vivido algures noutra época ou, quem sabe, até noutra vida. Aprendi mais tarde que a isso se dava o nome de “dejá vu” palavra francesa que traduz exactamente isso, acontecimento “já visto”.&lt;br /&gt;Havia alturas em que quase jurava que aquilo que se estava a passar comigo, já me tinha acontecido no passado e olhava divertida a sucessão dos factos, comentando comigo mesma “Eu não te disse? Eu sabia que era assim que isto se ia passar!”&lt;br /&gt;Foram precisos alguns anos para voltar a sentir aquela mesma sensação. Não que acreditasse agora que tinha de facto um qualquer Dom. Isso sabia eu, já algum tempo, que todos nós o temos, apesar de só alguns se aperceberem disso. Mas aquela velha sensação do “dejá vu” como reconhecer certas fisionomias ou lembrar de certas passagens, que jurava terem sido já parte da minha vida, tinha voltado novamente.&lt;br /&gt;A única diferença dessa familiar sensação era que desta vez não vinha sozinha, e trazia consigo uma nova sensação, a da duvida angustiante. Perguntava-me se seria Deus que generosamente, ou por brincadeira, me colocava de novo perante o meu destino para que eu ou fugisse dele, ou cometesse de novo os mesmos erros.&lt;br /&gt;Apercebia-me agora que desde a minha meninice até hoje, tinha vivido desligada de mim própria. E o facto de hoje me conseguir ouvir de novo, fazia-me sentir muito bem. E permitiu-me passar de novo a sentir e ver aquelas coisas que normalmente todos nós não conseguimos, por andarmos completamente alheados do mundo.&lt;br /&gt;Tal e qual como uma criança que fica maravilhada quando toma conhecimento pela primeira vez de que somos seres pensantes e de que podemos falar connosco sobre tudo, divagar e aprender, assim me sentia eu. Maravilhada pela visão que novamente tinha de mim e que permitia de novo conhecer-me totalmente. “Conhecer-me como às próprias mãos” era se calhar a expressão que melhor se podia adequar ao meu novo estado de alma.&lt;br /&gt;Tinha ouvido muitas vezes os meus pais comentarem entre eles ou com outros familiares, como eu tinha brincadeiras engraçadas durante a minha infância. Tudo porque conseguia ficar horas a falar sozinha (pensavam eles!) ou com um amigo imaginário, sobre todos os assuntos que me viessem à cabeça. Normalmente isto acontecia-me sempre que tínhamos que fazer uma viagem mais longa, para o local das férias ou até para a aldeia dos meus avós.&lt;br /&gt;Penso agora que devem ter sido os sorrisos discretos com que via as pessoas reagirem a esta revelação, ou pelas consentidas festas na cabeça que todos insistiam em me fazer, que comecei a ficar incomodada e até envergonhada com este meu bizarro habito.&lt;br /&gt;Com o passar dos anos, e depois de várias tentativas falhadas, consegui por fim controlar esse meu lado mais excêntrico e sonhador, e acabar definitivamente com essa “má” atitude.&lt;br /&gt;Talvez só neste momento me conseguisse aperceber o porquê de em criança sempre ter falado muito comigo mesma. Esse hábito salutar de constantemente me interrogar sobre as pequenas coisas do meu mundo e de pôr tudo em causa, faziam-me compreender completamente a minha forma de viver e isso deixava-me sentir mais satisfeita e confiante na minha pessoa.&lt;br /&gt;O meu erro tinha então exclusivamente residido no facto de apesar de esta ser uma atitude positiva, o fazer da forma mais bizarra que conhecia, que era falar em voz alta com os meus “amigos” imaginários, chocando todos os que então viviam à minha volta.&lt;br /&gt;Felizmente agora tinha conseguido de novo reencontrar-me, e fazia-o de uma forma bem mais salutar e diferente. E digo felizmente sobretudo porque se com esta idade me pusesse a falar alto, sozinha, me poderiam considerar louca e corria o risco de mais uma vez me passaram condescendentemente a mão pela cabeça e me internarem num qualquer estabelecimento psiquiátrico.&lt;br /&gt;Tinha começado a escrever! A forma como resolvi a questão da sanidade mental era a escrita. Passei a escrever sobre tudo e sobre nada, e fundamentalmente sobre o que me ia passando pela cabeça. Considero psiquicamente fundamental conseguirmo-nos ouvir interiormente e falarmos abertamente sobre tudo o que nos inquieta. E é muito benéfico quando finalmente o conseguimos passar para o papel. As inquietações parece que acalmam e conseguimos começar a vislumbrar diferentes perspectivas sobre o assunto. Ficamos mais calmos. E decididamente mais seguros de nós.&lt;br /&gt;Por vezes acontece-me ter uma espécie de, e desculpem-me o termo, “vomito mental”. Nessas alturas pego numa caneta e descarrego uma imensidão de letras e palavras a uma velocidade quase infernal, no primeiro papel que me aparecer à frente. E por isso o faço de papel e caneta porque a velocidade das minhas mãos a bater num teclado de um computador ainda não conseguem ser suficientemente rápidas para acompanhar a velocidade dos meus pensamentos.&lt;br /&gt;Só no fim, ao reler com calma tudo aquilo que a minha mente me ditou, consigo descobrir e aprender. E maravilhar-me com as coisas de que nós somos capazes de saber, sem saber que o sabemos.&lt;br /&gt;Aprendi o hábito de escrever. Textos soltos, cartas, versos ou até frases sem sentido. Aos poucos fui-me reencontrando. E ao fim de um bom par de anos descobri a razão por tal me ter sucedido novamente. Sentia-me feliz! Tal como tinha sido durante toda a minha infância, até ao momento de passar a ter medo de mim e do que os outros pudessem pensar de mim.&lt;br /&gt;A minha inocente felicidade de criança tinha-me dado a liberdade de sonhar e aprender em mim o que via a minha volta. Daí já nessa altura ter descoberto que tinha um Dom, e achar-me uma pessoa especial.&lt;br /&gt;Pensando bem, nos anos que se seguiram não fiz mais do que tentar manter todos os meus erros e fraquezas bem longe de mim. Tentava envergonhada disfarçar as minhas fraquezas e negava os meus erros como se daí dependesse a minha própria existência. Percebo agora que foi essa luta feroz para me assemelhar com aquilo que achava que os outros queriam de mim, que acabou por me manter afastada daquilo que era. E em consequência disso, afastada da minha própria felicidade.&lt;br /&gt;Acredito que a felicidade não é una, que não existe uma só felicidade, ou forma de ser feliz. Cada pessoa tem uma, apenas a terá que construir. À sua maneira, da sua forma.&lt;br /&gt;Todas as recriminações que estupidamente fiz a mim mesma durante os últimos anos não me tinham deixado viver plenamente e só me tinham causado ainda mais sofrimento.&lt;br /&gt;Mas mais uma vez digo que acredito que tudo isto me aconteceu, todo este tortuoso caminho, para que pudesse aprender a respeitar e aceitar-me como sou. A encarar os meus defeitos apenas como defeitos, e as virtudes, apenas como virtudes. Sem tentar arranjar alguma explicação ou solução para tudo. E se a vida me colocava de novo as mesmas situações, teria que as enfrentar de novo e cometer de novo os mesmos erros, se isso tivesse que ser. Não podia era de novo esquecer-me de mim, pensar pelos outros ou não viver só com o medo de errar.&lt;br /&gt;Acho que finalmente consegui deixar de lamentar todos os erros do passado e até aprender com eles. Aprendi sobretudo a perdoar-me. E só assim consegui de novo ser feliz.&lt;br /&gt;Estou certa disso agora e só por isso, por ter feito essa maravilhosa descoberta, me senti pronta para voltar.&lt;br /&gt;E foi o que inevitavelmente acabei por fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;esta foi a historia da Rita. A todos os que comentaram agradeço as palavras de apoio. Sintam o meu beijo e abraço em cada um de vós!)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114250252312826525?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114250252312826525/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114250252312826525&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114250252312826525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114250252312826525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/03/fragmentos-final.html' title='Fragmentos (Final)'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114200165010056246</id><published>2006-03-10T14:38:00.000Z</published><updated>2006-03-24T05:57:47.686Z</updated><title type='text'>Fragmentos II</title><content type='html'>Tínhamos chegado da praia já tarde. O sol teimava em não se ir deitar e nós continuávamos a tenta-lo a ficar entre nós.  Eram oito da noite quando decidimos finalmente abandonar a areia já morna. Chegamos a casa verdadeiramente estafados. Os miúdos estavam esfomeados e foi um dia de juízo convencê-los a tomar banho antes de irem para a mesa. O jantar ia ser simples. O dia tinha sido longo demais para grandes comidas. Alem do mais, pouco depois adormeceríamos pelo sofá e não era bom dormir de estômago cheio, pois dizem os antigos que provoca pesadelos. E isso era a coisa que menos precisava nesse momento. A minha vida tinha-se tornado ela mesmo num grande pesadelo.&lt;br /&gt;Acabei o duche e vesti as calças do meu fato de treino e uma t-shirt branca de mangas. Enquanto me vestia veio-me á memória as férias na minha infância. De repente vi-me nas ferias de verão com os meus pais, num parque de campismo perdido por aí, pelo meu país. Passávamos o dia ao ar livre. Corria por montes e vales respirando um ar fresco e puro como só as montanhas nos sabem dar. Não havia mar ou areia, bolas ou raquetes, ou ainda pranchas de surf, como têm hoje em dia os meus filhos. Mas tinha um simples riacho onde me refrescava ao fim da tarde. O meu pai utilizava-o para outros fins. Pescava trutas “á linha” que a minha mãe confeccionava como ninguém, numa caldeirada perfumada de coentros e salsa.&lt;br /&gt;Invadiu-me uma súbita e forte melancolia ao vestir aquelas calças de fato de treino. Á noite no campismo depois do banho nos lavabos públicos, vestíamos os nossos fatos de treino quentinhos, que só despíamos já dentro das tendas para nos enfiarmos nos nossos sacos-cama. Cada um tinha o seu e era facilmente reconhecível porque a minha avó  tinha gravado em cada um deles a primeira letra do nosso nome, um R, um B e um J.&lt;br /&gt;Fechei os olhos e estava lá. A minha mãe ajudava-me a vestir as calças do meu fato de treino azul, com duas riscas brancas fininhas na horizontal, ao longo da perna. Depois pacientemente me escovava o cabelo, que de tanto vento, sol e agua se irriçava completamente depois do banho. Sentia ainda a frescura na cara do creme Nívea que a minha mãe me espalhava cuidadosamente nas bochechas queimadas do sol. E também no nariz e na testa onde todos os anos insistiam em me aparecer inúmeras sardas. Sentia o cheiro da terra empoeirada, das pinhas acabadas de cair, da caruma que eu sempre juntava em montinhos para preparar as camas das minhas bonecas ou para lhes servir de refeição.&lt;br /&gt;Abri os olhos. Que estranhas sensações nos podiam trazer uma simples peça de roupa. Quase que podia jurar que ouvira o meu pai ralhar comigo para eu comer o meu jantar sossegada....&lt;br /&gt;Estas eram as primeiras ferias a sós com os meus filhos e viriam a ser também as ultimas. De uma forma racional, o Jorge tinha acabado por me deixar. E eu acho que com toda a razão. O meu marido lidou com a situação muito maduramente, mais do que se calhar eu estava a contar. Sem fazer escândalos, sem se exaltar. Apenas com uma profunda magoa e tristeza que eu consegui sentir por detrás dos seus olhos frios enquanto me comunicava a sua intenção de me deixar.  Explicou claramente o que pensava fazer da sua vida e dos seus filhos daí para a frente. A casa podia ser para mim. Os filhos viria busca-los mais tarde. Apenas o tempo necessário para se instalar de novo e refazer as suas vidas. Não queria sequer discutir o facto de eu querer ficar com eles. Perguntou-me se eu tinha consciência do mal que lhes tinha feito e se ainda tinha coragem de pedir para ficar com eles.&lt;br /&gt;-          Somos ambos advogados Rita, e tu sabes bem as provas e testemunhas que tenho que me permitem ficar com a guarda dos nossos filhos. Peço-te que não entres em litígio por causa disso. Poupa-os a mais essa humilhação. Jamais esquecerão o que lhes fizeste.&lt;br /&gt;Tal como diz aquela canção, as palavras por vezes doem mais, e para  mim aquelas doeram mais do que qualquer agressão física que o Jorge me pudesse ter disferido.&lt;br /&gt;Não conseguia sentir esse sofrimento nos meus filhos, ou talvez não o quisesse sentir. Os miúdos apenas queriam saber porque o pai não queria viver mais comigo. E eu envergonhada, ficava de lagrimas nos olhos, incapaz de os enfrentar e encolhendo os ombros dizendo que ele apenas não me amava mais. O que nem eu sabia se era completamente verdade.&lt;br /&gt;O Jorge tinha-se mudado para o Porto definitivamente e teve o cuidado de me avisar que os miúdos iriam já em Setembro para casa dele e que tinha feito já as matriculas num colégio privado da cidade. Lembro-me da barafunda q fiz, dos gritos de injustiça que dei. Eu como mãe também queria intervir na educação dos meus filhos. Mas tal como vinha a acontecer já há muito tempo, o meu ex-marido foi ignorando todo e qualquer argumento que eu ia expondo e virando as costas bufou: “Sempre tens as férias, aproveita-as bem!”&lt;br /&gt;Que vos posso dizer sobre o que aconteceu? Não sei. Passou-se muita coisa, e muitas delas ainda hoje o meu consciente tenta esconder-me. Lembro-me de ter encontrado uma ultima vez com o Victor. Lembro-me de ele me confessar que era casado, que tinha uma filha de 4 anos, que gostava da vida que tinha e que não sabia o que lhe tinha passado pela cabeça quando me conheceu. A certa altura parecia que me culpava de alguma forma pelo que tinha acontecido. Disse “Foi tudo tão rápido, davamo-nos tão bem, que parecia tudo normal, percebes Rita? Quantas vezes as palavras se aglomeravam na minha garganta prontas a contar-te tudo sobre a minha vida, mas sempre acontecia alguma coisa que as fazia recuar.” Pois lembro-me bem o que as fazia recuar. Devia com certeza ser também isso que o fazia avançar sobre mim com beijos e mimos, fazendo-me sonhar com o meu príncipe encantado de infância. Pois foi isso mesmo. Parece que tinha caído no conto do vigário, pelo menos foi isso o que senti. E era o que me diziam á minha volta. “Deixaste-te levar pelo lobo mau!”&lt;br /&gt;A minha relação extraconjugal com o Victor durou cerca de um ano. O ano da minha vida. Em todos os sentidos, foi de facto o ano da minha vida. Durante esse tempo reaprendi muitas coisas. Coisas que achava perdidas, como saber o que era amar e saber como era sofrer a amar. Durante um ano eu e o meu amante multiplicamos os nossos encontros fortuitos na sua casa em Mindelo, sem eu jamais desconfiar da identidade daquele meu anjo. Da sua verdadeira natureza, a sua vida, os seus verdadeiros sentimentos. Acho que por isso também durante esse ano aprendi coisas novas. Aprendi como se vive vidas falsas, vidas duplas, como se enganar uma ou muita gente, como se pode deixar de se viver por se amar demais ou por amar errado.&lt;br /&gt;Acham que isso existe mesmo? Amar errado. Que significa verdadeiramente isso? Amar quando se deve odiar? Viver para alguém quando se deve fugir desse alguém? Ou amar de forma errada, com a intensidade errada, a pessoa errada, no tempo errado, no sitio errado? Não sei, e por vezes sinto até dificuldade em saber o q é o erro.&lt;br /&gt;O meu erro. Claro que o meu erro foi com certeza o de ter amado demasiado o Jorge e de lhe ter entregue de bandeja a minha vida. O meu erro foi o de ter dado a minha vida pelos meus filhos. O meu erro foi o de me ter apaixonado pelo Victor. O meu erro foi o de ter amado esse homem que fantasiei na minha cabeça e que nunca verdadeiramente existiu. O meu erro foi o de ter traído a minha família. Bem vistas as coisas, a minha vida assemelha-se a um cesto de uvas depois das vindimas, carregado, carregada de erros. Esse ano da minha vida foi de facto o ano da minha vida. Para o melhor e para o pior também.&lt;br /&gt;Setembro não demorou a chegar e vi-me deixar separarem de mim os meus filhos. Vi os seus rostos de angustia e medo naquela tarde de Domingo em que o Jorge os veio buscar. Naquela tarde em que fiquei parada no meio da rua, vendo-os chorar no banco de trás do carro, impotente, enfraquecida pelos erros da minha vida, sem forças para impedir que o meu ex-marido me levasse o que restava da minha errada existência.&lt;br /&gt;Foi como um sopro. Um sopro de vento, que tudo levou, excepto a dor e a solidão. A dor era tão funda que me deixava imóvel, incapaz de qualquer acto, qualquer movimento. Não sei como respirava ainda.&lt;br /&gt;Assim se passaram semanas. E depois meses. Apenas os via aos fins-de-semana, só alguns, aqueles que coincidiam com os fins de semana em que o Jorge não os levava para fora. Não podia entrar no colégio. Visitas proibidas. Quando ligava ao Jorge a reclamar, sempre as mesmas ameaças, sempre a mesma sabedoria de advogado. Mais parecia viver num país árabe, em que a ditadura masculina tudo vence.&lt;br /&gt;Aconselhou-me a viajar, a sair do país, a deixa-los em paz. Dizia que estavam bem, que estavam felizes e que sentiam cada vez menos a minha falta. Não era isso que sentia quando conseguia estar com os meus filhos. O Manel mal comigo falava e recusava os meus mimos mas isso não divergia muito do que fazia quando ainda éramos uma família. O Pedro mostrava-se mais meigo do que nunca. Uma vez virou-se para mim e disse-me que o pai já lhe tinha contado o que acontecera. Com os olhos cheios de agua, confessou que nessa altura desejou que eu não fosse sua mãe mas que tinha por fim descoberto que qualquer que fosse a asneira que eu tivesse feito, ele iria gostar sempre de mim e queria que eu continuasse a ser sua mãe. E sorrindo acrescentou, que me desculpava pela minha asneira, porque eu também o tinha desculpado de todas as asneiras que ele tinha feito quando ainda vivíamos juntos.&lt;br /&gt;O Pedro tinha uma teoria muito própria sobre a nossa separação. Achava que o pai tinha saído de casa apenas para me pôr de castigo, mas que logo logo isso iria acabar e iríamos poder viver de novo todos juntos.&lt;br /&gt;Aos poucos fui perdendo os meus filhos. Os seus fins de semana eram para festas, estudos ou viagens. As visitas e telefonemas iam escasseando. Ate me virarem as costas para viverem as suas justas vidas. Life goes on! E eu fiquei um pouco mais só, ou novamente só, como quando perdi os meus pais ou como quando pensei que o Jorge era a minha ultima réstia de vida. O que afinal se veio a provar que não era.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114200165010056246?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114200165010056246/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114200165010056246&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114200165010056246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114200165010056246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/03/fragmentos-ii.html' title='Fragmentos II'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114165554039289940</id><published>2006-03-06T14:26:00.000Z</published><updated>2006-03-09T13:33:37.260Z</updated><title type='text'>Fragmentos I</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Nampula, 17 de Janeiro de 2002&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Meu querido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei bem como começar. E acredita que desejava que percebesses um pouco tudo o que se passou comigo. Sei que porventura pensas que não foi a forma mais correcta de eu resolver as coisas mas foi aquela que na altura me pareceu mais fácil de fazer. Ou não. Se calhar continuo a ser egoísta e a pensar só em mim, e a desejar o que não posso nunca ter. Mas eu preciso mesmo de encontrar algo, que sinta que é meu, que eu ame e que me ame também.&lt;br /&gt;Gostava de pedir desculpas a todos os que penso que magoei. Desculpa sinceramente! Não quero que pensem que estou a brincar e peço que me entendam, apesar de parecer difícil.&lt;br /&gt;Olha, sabes bem que o problema todo é comigo. A minha falta de amor próprio faz-me muitas vezes desejar o impossível e continuar a insistir até não aguentar mais. Foi um pouco o que aconteceu. Desejei demais, apesar de por vezes consciente do que já tinha conseguido na minha vida. Mas tu também sabes que por vezes o coração tem uma força enorme, quase impossível de se medir, maior do que a própria razão e que toda a sabedoria do mundo.&lt;br /&gt;Sempre pensei que conseguia controlar tudo, que podia mudar a minha vida para que me tornar um pouco mais feliz. Durante muito tempo nem sequer me apercebi que a felicidade é um bem que se vai conquistando ao longo da vida, com a calma e a serenidade dos anos. E que chega naturalmente como a vida ou a morte. E nunca, sei-o agora, da forma como desesperadamente a tentei agarrar.&lt;br /&gt;A verdade é que a determinada altura perdi o controlo da situação e só consegui espalhar dor e desilusão aos poucos que ainda restavam comigo. Consegui perder a felicidade já conquistada, que e tal como num jogo em que só os pontos contam, muita falta me fazem agora.&lt;br /&gt;Gostava de tentar explicar como me perdi depois. Quando tomaste a decisão de continuar a tua vida sem mim, senti o mundo desabar. E deixei-me afundar uma vez mais, á semelhança do que tinha feito no passado quando me nasceu o segundo filho (que eu tanto amo!).&lt;br /&gt;Passei a viver tal como um drogado, procurando desesperadamente algo que acalmasse a minha dor, a minha angústia e o vicio em que me tinha afundado. Porque tu, no fundo, não deixaste de ser um vicio, o meu vicio.&lt;br /&gt;Passei dias inteiros obcecada contigo, em te falar, ouvir a tua voz ou simplesmente saber algo de ti. Onde estarias, como estavas, e com quem estavas, o que fazias. Queria mesmo era saber o que ainda sentias: terias saudades minhas, pensarias em mim? O que pensavas de mim? O que pensas de mim?&lt;br /&gt;Aos poucos, muito lentamente, fui-me apercebendo como isso era impossível. Desapareceste sem sequer deixares recado, sem abandonares a tua vida, a tua rotina, a tua casa, os teus hábitos, os teus amigos. Desapareceste apenas de mim. Deixaste de estar naturalmente do meu lado. E isso quase me levou à loucura.&lt;br /&gt;Vivi momentos de dolorosa angustia e ansiedade. Comecei a passar mal até fisicamente, com suores frios, dores no peito, quebras de tensão e dias completos sem dormir. Irremediavelmente tive que recorrer aos anti-depressivos para aguentar os próprios dias. As doses foram aumentando até chegar ao ponto de entrar num circulo muito perigoso e nefasto. Apercebo-me agora que me tinha, de certa forma, tornado numa viciada.&lt;br /&gt;Porém e tal como o sol que morre todos os dias para nascer na manhã seguinte, um dia renasci de novo e quis, desejei mesmo, passar a controlar de novo a situação. Não imaginam como foi difícil e como foi a minha primeira semana sem drogas e também sem ninguém. Porque continuava sozinha e tudo consegui sozinha.&lt;br /&gt;Quantas vezes cheguei a pegar no telefone, a marcar o teu numero e depois de seguida desligar. Pensei tantas vezes em te pedir ajuda. Precisei tanto da vossa ajuda. Tanto!&lt;br /&gt;Eu sei, “quem semeia ventos, colhe tempestades” mas penso que tudo o que me aconteceu já estava definido, estava no meu destino. Perguntas se acredito no destino? Não. Não sei, mas quero acreditar que sim, também um pouco para me poder perdoar a mim mesmo.&lt;br /&gt;Na segunda semana sem dependência química comecei a ficar mais relaxada. Confesso que também devido ao apoio do meu psicólogo, que me ajudou a meter na cabeça os valores e riquezas que a vida continuava a ter e que eu tinha perdido.&lt;br /&gt;Decidi em pouco mais de dois meses vir para cá, para a minha nova casa, a minha nova família. Isto é lindo sabias?&lt;br /&gt;Olha meu querido, não te vou dizer que estou completamente feliz e curada, e muito menos que me esqueci do que se passou. Sinto muita a falta dos meus filhos, a tua falta. Mas quero acreditar que aqui vou reencontrar a serenidade suficiente que me permita um dia voltar.&lt;br /&gt;Quero poder voltar a conquistar os meus filhos, o amor dos meus filhos. Não quero que entendam o que fiz ou porque o fiz. Quero apenas ter a oportunidade de lhes dar todo o meu amor, aquele que nunca morreu no meu coração e que por pouco me levou a própria vida.&lt;br /&gt;Espero e rezo a Deus todos os dias, para que não seja tarde demais.&lt;br /&gt;Beijos a todos, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Rita Freitas &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114165554039289940?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114165554039289940/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114165554039289940&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114165554039289940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114165554039289940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/03/fragmentos-i.html' title='Fragmentos I'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114131275733019770</id><published>2006-03-02T15:03:00.000Z</published><updated>2006-03-06T10:24:44.160Z</updated><title type='text'>A musica!</title><content type='html'>Eu sei que vos disse que só escrevia para a semana, pois de facto ando com tão pouco tempo..... mas nao resisti a colocar-vos aqui a musica que me tem "atacado" ultimamente e que eu nao consigo deixar de cantar aos berros (porque será???). E eu que nem gosto da Shakira!! É a musica!!!!! Existem musicas que mexem comigo..... Beijos e até para a semana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;She’s got the kind of look that defies gravity&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;She’s the greatest cook&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And she’s fat free&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;She’s been to private school&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And she speaks perfect French&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;She’s got the perfect friends&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Oh isn’t she cool&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;She practices Tai Chi&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;She'd never lose her nerve&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;She's more than you deserve&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;She's just far better than me&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hey, hey&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;So don’t bother I won’t die of deception&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I promise you won’t ever see me cry&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Don’t feel sorry&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And don't bother&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I’ll be fine &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But she’s waiting&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The ring you gave to her will lose its shine&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;So don’t bother, be unkind&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I’m sure she doesn’t know&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;How to touch you like I would&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I beat her at that one good&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Don’t you think so?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;She's almost six feet tall&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;She must think I'm a flea&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I’m really a cat you see&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And it's not my last life at all&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hey, hey&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;So don't bother I won't die of deception&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I promise you won't ever see me cry&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Don't feel sorry&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Don't bother&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I’ll be fine&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But she's waiting&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The ring you gave to her will lose its shine&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;So don’t bother, be unkind&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;For you, I'd give up all I own&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And move to a communist country If you came with me, of course&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And I'd file my nails so they don't hurt you&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And lose those pounds, and learn about football&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;If it made you stay, but you won't, but you won't&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;So don't bother, I'll be fine, I'll be fine, I'll be fine, I'll be fine&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Promise you won't ever see me cry&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And after all I'm glad that I'm not your type&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Promise you won't ever see me cry&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Don’t bother, I'll be fine, I'll be fine, I'll be fine, I'll be fine&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Promise you won’t ever see me cry&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And after all I'm glad that I'm not your type&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Promise you won't ever see me cry&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Shakira, Don't Bother)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114131275733019770?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114131275733019770/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114131275733019770&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114131275733019770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114131275733019770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/03/musica.html' title='A musica!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-114051540900170236</id><published>2006-02-21T09:49:00.000Z</published><updated>2006-03-02T23:28:40.443Z</updated><title type='text'>Gonçalo</title><content type='html'>Estou aqui deitada no quarto em silêncio à espera que o meu sobrinho nasça. O Gonçalo ainda não nasceu mas já é teimoso. O tempo de gestação já terminou à quase uma semana e ele não se decide a nascer. “Está no quentinho”, dirão vocês mas nem disso se trata. O Gonçalo está do outro lado do atlântico, em S. Paulo, onde nesta época do ano a temperatura média ronda os 30º e por isso nem do frio o miúdo se poderia queixar. Mas não, está decidido a não sair cá para fora e a fazer-nos a todos desesperar de ansiedade.&lt;br /&gt;A cesariana está marcada para esta noite, pelas 20 horas, na Maternidade S. Luiz. E eu aqui, a 10 horas de distância por avião, sem poder partilhar com os pais esta ansiedade e alegria.&lt;br /&gt;Já com o Bernardo foi assim. São as desvantagens de se viver afastado de quem amamos. Não conheço a sensação de ir à maternidade ver o sobrinho que nasceu à umas horas. Tentar reconhecer as parecenças imaginárias com a tia, o avô ou até uma prima afastada. Sentir o cheiro de um ser acabado de vir ao mundo, ouvir o seu choro envergonhado e sorrir com o seu primeiro sorriso, ou o seu primeiro arrotinho, ou o seu primeiro cocó.&lt;br /&gt;A minha vida tem sido maluca. Todos os dias aprendo e reaprendo novos sentimentos. A minha vida pula e avança a uma velocidade louca. O tempo passa a correr e quase nem tenho tempo para me habituar às novas expressões da minha vida. Mal consegui ainda recuperar o fôlego destas ultimas semanas. E no entanto, neste preciso momento olho para o relógio e o tempo não passa. E o Gonçalo não nasce. Olho para o telemóvel mais uma vez para me certificar de que está ligado, de que tem rede, de que não é por falha tecnológica a falta de notícias.&lt;br /&gt;Há dois anos quando fui conhecer o Bernardo, o meu afilhado querido, tinha ele apenas 2 meses. Era tão pequenino que se perdia no berço. Quando o vi pela primeira vez apeteceu-me chorar, não só de alegria mas também de saudade, desta separação forçada a que a vida nos obriga. Penso nele e esforço-me por não chorar. Saber que perdi o seu primeiro passo, as suas primeiras palavras provoca-me um aperto no peito. Se fechar os olhos recordo as suas brincadeiras frenéticas, o seu sorriso contagiante, a sua teimosia.&lt;br /&gt;A minha vida passou a ser um livro de recordações. Estou a viver de recordações. Recordo a minha família, aquilo que tive um dia. Recordo o meu sobrinho e tento-me lembrar ainda da cor dos seus olhos. Recordo o meu irmão e o seu amor incondicional mas discreto. Recordo a minha cunhada, a sua vida e agitação…&lt;br /&gt;E o Gonçalo, que não nasce!? Agora vejo, que não tenho recordações do Gonçalo. Esta insegurança, esta ansiedade, este nó na garganta que me impede até de falar. Por um miúdo de quem nem sequer tenho recordações. Estranho não é?&lt;br /&gt;Mas lembro-me agora que já o vi. Tenho a foto de uma ecografia. Vejo o seu nariz arrebitado, o seu queixo redondinho e o perfil dos seus lábios. Quando o verei ao vivo? Quando o poderei colocar nos braços e sentir o seu calor, o seu cheiro. Sabem do que falo? Do cheiro de uma criança? O aroma leve de uma pele fina e suave. Um perfume indescritível de tão puro e frágil que é.&lt;br /&gt;Devo ter adormecido, são 1:05 da manhã e o meu irmão acaba de ligar. O Gonçalo já nasceu e está tudo bem. Custou mas lá saiu e a minha família cresceu mais uma vez. Ele é teimoso mas os médicos foram mais e acabou por nascer de parto normal. Sou dupla tia, estou duplamente contente e sou duplamente babada. Não me levem a mal mais este desabafo, mas ser tia é uma alegria incomensurável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-114051540900170236?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/114051540900170236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=114051540900170236&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114051540900170236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/114051540900170236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/02/gonalo_21.html' title='Gonçalo'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-113984151960425884</id><published>2006-02-13T14:37:00.000Z</published><updated>2006-02-16T13:44:52.570Z</updated><title type='text'>Parte de Mim</title><content type='html'>Onde estás? Procuro o teu rosto na noite e não o encontro. Aguardo em silêncio paciente um sinal teu. Fechos os olhos e revejo-te. O teu cheiro, o toque na tua pele, tão macia, tão suave, tão quente. Parece que ainda sinto os teus lábios procurando os meus com essa avidez que só em ti conheci. E depois a tua mão que me percorre o corpo, que tanto me dá prazer, que tanto me lembra como ainda estou viva. Recordo os beijos, tão sentidos, tão intensos. Onde estás? Sinto-me perdida e sozinha quando não estás. Sabes, tu fazes parte de mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Onde estiveres, eu estou&lt;br /&gt;Onde tu fores, eu vou&lt;br /&gt;Se tu quiseres&lt;br /&gt;Assim&lt;br /&gt;Meu corpo é o teu mundo,&lt;br /&gt;Um beijo um segundo&lt;br /&gt;És parte de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para onde olhares&lt;br /&gt;Eu corro,&lt;br /&gt;Se me faltares&lt;br /&gt;Eu morro&lt;br /&gt;Quando vieres,&lt;br /&gt;Distante&lt;br /&gt;Solto as amarras,&lt;br /&gt;E tocam guitarras por ti&lt;br /&gt;Como dantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agarra-me esta noite,&lt;br /&gt;Sente o tempo que eu perdi,&lt;br /&gt;Agarra-me esta noite,&lt;br /&gt;Que amanha não estou aqui,&lt;br /&gt;Agarra-me esta noite,&lt;br /&gt;Sente o tempo que eu perdi,&lt;br /&gt;Agarra-me esta noite,&lt;br /&gt;Que amanha não estou aqui.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte de Mim, Pedro Abrunhosa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-113984151960425884?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/113984151960425884/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=113984151960425884&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/113984151960425884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/113984151960425884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/02/parte-de-mim.html' title='Parte de Mim'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-113932924430212948</id><published>2006-02-07T16:13:00.000Z</published><updated>2006-02-13T10:27:15.383Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>....como até gosto de correntes, aqui vai &lt;a href="http://contosdefadasehistoriasdebruxas.blogspot.com/"&gt;Silvia&lt;/a&gt; e companhia.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hábitos estranhos???? Eu????? Naaaaaaaa…….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia começar assim mas a verdade é que me puseram mesmo a pensar. E a minha primeira reacção foi “eu não tenho hábitos estranhos, tenho hábitos mas estranhos? Não!” Mas depois lá me convenceram de que não se tratava de verdadeiros “Pecados Mortais” mas sim de hábitos simples que muitas vezes nem nos apercebemos do quanto são estranhos.&lt;br /&gt;Sendo assim, aqui vão os meus 5 hábitos mortais, estranhos, queria dizer (!):&lt;br /&gt;1- Tenho o estranho hábito de só colocar as lentes de contacto quando chego à empresa para trabalhar e num espelho minúsculo, onde nunca sei onde o colocar e sobre o qual me dobro pateticamente para as conseguir pôr. Em casa, coloca-las simplesmente em frente ao espelho da casa de banho não me parece bem. Assim atrevo-me a ouvir comentários como no outro dia “parece que está a snifar”!&lt;br /&gt;2- Também considero como estranho o hábito de nunca comer de manha mal acordo. Não consigo, a sério! Parece que tenho o estômago todo embrulhado, os cheiros enjoam-me (e não estou grávida!!), os líquidos ficam a dançar no estômago e os sólidos não passam na garganta. Estranho não?&lt;br /&gt;3- Tenho o péssimo hábito de falar, falar, falar, sem nunca parar, quase sem respirar. É muito mau hábito, e quase inconsciente. Só me apercebo dele quando noto finalmente que as pessoas me olham a sorrir, de forma estranha também e vão abanando a cabeça. Sim porque eu nem sim ou não lhes dou hipóteses. Meu Deus, que feio hábito! Não imaginam o esforço que faço por me manter calada e ouvir as minhas amigas contar qualquer coisa. É que tenho sempre alguma coisa a acrescentar ou comentar. É horrível acreditem!&lt;br /&gt;4- Este é salutar. Pelo menos para mim! Tenho que ouvir a música de que gosto aos berros, literalmente. E tenho que saber as letras para poder acompanhar. Senão acho que não é musica, não a vivo, não a consigo sentir e ouvir. É uma loucura eu sei. Agora imaginem a minha figurinha no carro, musica aos berros, e a cantar desafinadamente, sozinha lá dentro. Há quem me ache louca!&lt;br /&gt;5- E este que levei anos até o assumir. Patético eu sei mas….. Bom, tenho o hábito de arrumar as roupas no armário por cores. Isso mesmo, brancos com brancos, pretos com pretos, depois os azuis, os castanhos, os rosas. Enfim, tudo muito organizadinho para que de manha seja só pegar e andar. Não acham estranho? Pois mas há quem se ria de mim por causa disto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é só. Ou melhor, agora que comecei acho que me lembro de muitos outros.  Para quem começou por dizer que não tinha nenhuns….. é estranho não é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-113932924430212948?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/113932924430212948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=113932924430212948&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/113932924430212948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/113932924430212948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/02/blog-post.html' title=''/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-113878825279609526</id><published>2006-02-01T09:50:00.000Z</published><updated>2006-02-12T22:49:09.503Z</updated><title type='text'>Orgulho e Preconceito!</title><content type='html'>Hoje fui ao cinema ver o filme “Orgulho e preconceito.” Que vos posso dizer? Que adorei, sim, que é a minha cara, sim, que me apeteceu chorar no fim e gritar “como amor é lindooooooo!” Acima de tudo preciso de vos dizer o que o filme, hoje, me fez descobrir. A sério, imaginem com esta idade e ainda a descobrir destas coisas.&lt;br /&gt;Eu sempre me achei uma irreversível romântica. Desde miúda, muitos sonhos tinha, muitos filmes imaginava na minha cabecinha, e todos eles puramente românticos. Sonhava com amores proibidos, paixões impossíveis, amores distantes mas que no fim acabavam irremediavelmente por se concretizar. Por mais obstáculos que houvesse o amor vencia tudo e os finais eram sempre &lt;em&gt;hollywoodescos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Só hoje percebi o porquê da minha desadequação a este mundo, ao de hoje. Hoje é-se impossivelmente romântica, se me permitem a expressão. Não há tempo, nem lugar, nem ambiente, nem contexto para isso. Daí a minha total inadequação a esta época.&lt;br /&gt;Eu devia ter nascido há muitos anos atrás, sem dúvida! Hoje percebi isso e a quão desiludida fiquei por perceber afinal que não há actualmente ambiente para o meu romantismo.&lt;br /&gt;Senão vejamos.&lt;br /&gt;Naquele tempo as famílias eram enormes, existiam muitos irmãos, todos seguidinhos, todos unidos. Vivia-se num mundo mais ruralizado, numa época em que ainda existiam esplendorosas florestas, ar puro e águas límpidas.&lt;br /&gt;As mulheres não saíam de casa para ter uma profissão. Eram criadas em casa, aprendiam a ler e escrever em casa, tocavam piano, bordavam, geriam o lar. Tinham tempo para ler, para escrever, passearam ao ar livre. Vestiam longos vestidos, com muitas fitas e laços. Eram loiras ou morenas mas sempre de caracóis e de olhos brilhantes. Tinham tempo para sonhar. E sonhavam. Com um marido ideal, o rapaz mais bonito, o mais inteligente ou o mais arisco.&lt;br /&gt;E os homens, esses sim trabalhavam, mas também escreviam poemas, andavam a cavalo, iam à caça e visitavam as mulheres no lar. Apareciam para um chá, um passeio no jardim, uma tarde de leitura..... Belos tempos, digo eu!&lt;br /&gt;Hoje, e como devem já ter percebido, tudo isto é impossível e, dirão alguns, até ridículo. Hoje as famílias têm no máximo 2 filhos e a maioria não passa mesmo da unidade. A situação económica e social dita cada vez mais famílias pequenas e mais fáceis de se gerir.&lt;br /&gt;Depois, hoje em dia todos vivemos no meio urbano. Cidades maiores ou mais pequenas mas definitivamente urbanizadas. Não há grandes espaços verdes, o espaço era preciso para se construir. Construir casas e ruas, fabricas e centros de diversão. O espaço verde estava a mais e teve que se ir afastando. Actualmente é assim, as florestas estão bem longe, cada vez mais longe de nós.&lt;br /&gt;Mas a diferença principal é  a de que hoje as mulheres não tocam piano, a maioria não sabe bordar, e outras tantas são péssimas donas de casa. Para se afirmarem e conseguirem ter uma vida melhor, tiveram que estudar e escolher uma profissão. São médicas, advogadas, professoras e empresárias. Outras operárias ou mulheres de limpeza. Existem mulheres taxistas ou operadoras de máquinas. Hoje poucas mulheres estão em casa e passam cada vez menos tempo dentro delas. Hoje não têm tempo para lerem, escreverem ou sonharem com o príncipe encantado. Vestem jeans de ganga e camisas brancas e casacos compridos. Usam o cabelo pintado, curto e liso.&lt;br /&gt;E depois temos os homens. Já não há &lt;em&gt;Mr.(s) Darcy (is)&lt;/em&gt; hoje em dia. Homens íntegros, honestos, verdadeiros &lt;em&gt;gentlemen’s&lt;/em&gt;, capazes de mudar o mundo por nós. Sofredores mas persistentes. Incrivelmente românticos e charmosos. Hoje já não aparecem do nada só para nos ver. Mandam &lt;em&gt;sms’s &lt;/em&gt;curtas a convidar para um café ou telefonam para saber o que nos apetece fazer.&lt;br /&gt;Não à clima! Definitivamente hoje é impossível ser-se romântico. Perdeu-se um cem número de coisas essências. Não à clima, nem tempo, nem vontade. O mundo acabou para os românticos como eu. Por isso me sinto desintegrada, não entendo aos meus amigos, não aprecio as suas saídas, os seus gostos, os seus desejos. Restam-me os meus livros, pateticamente românticos para muitos; os meus filmes, que me levam de volta à minha época; e as minhas músicas que me fazem sorrir, e também chorar e fundamentalmente sonhar.&lt;br /&gt;Sou uma romântica, que querem? Deixem-me pelo menos desabafar!&lt;br /&gt;Orgulho e preconceito, hoje seria mais, Falta de jeito ou oportunidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; (ironia do destino, meia hora depois de acabar de escrever o &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; o meu casamento acabou!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-113878825279609526?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/113878825279609526/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=113878825279609526&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/113878825279609526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/113878825279609526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/02/orgulho-e-preconceito.html' title='Orgulho e Preconceito!'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21593402.post-113838392350822751</id><published>2006-01-27T17:39:00.000Z</published><updated>2006-04-26T12:49:51.400+01:00</updated><title type='text'>Para ti...</title><content type='html'>Ultimamente era assim. Sempre que entrava em casa sentia aquela angústia, aquele medo, aquela incerteza. Apetecia-lhe sempre chorar.&lt;br /&gt;Fechava a porta e escutava para saber se estava alguém em casa. Raramente estava. Hoje não era diferente. Despejava o casaco, a carteira, os sapatos que já lhe magoavam e pensava “Finalmente o descanso!”&lt;br /&gt;Rapidamente lhe passava essa ideia. A tristeza invadia-a de novo. Porque?, pensava ela, O que se passava afinal na sua vida?&lt;br /&gt;Rapidamente se dirigia para a cozinha para preparar mais um jantar. Sempre adorou cozinhar mas agora até isso a desmotivava. Sendo assim agia maquinalmente, descascava as batatas, ligava o lume, temperava a carne. Muitas vezes chegava à mesa e surpreendia-se a si mesma com o jantar que confeccionara. Não se lembrava de nada, se tinha posto sal, se as batatas estavam devidamente cozinhadas… provava a medo a refeição e interiormente acalmava-se quando sentia que tudo lhe tinha saído bem. Mastigava lentamente a comida não para a saborear bem, conhecia o sabor dos seu cozinhados há anos e pareciam-lhe sair sempre igual. Prolongava aquele ritual mais para descansar. Sabia que no fim tinha que arrumar e limpar tudo e preparar um outro dia.&lt;br /&gt;O silencia reinava. Trocavam cada vez menos palavras. Estas pareciam que custavam a sair. Parecia já nada haver a dizer-se. Que tristeza!&lt;br /&gt;“Esta tudo bem? Algum problema?” Perguntara repetidamente essa pergunta. Até ela passou a ser uma rotina. E a resposta também. “Sim, tudo.Tudo na mesma.” Nunca percebia a resposta. Por mais que a ouvisse e tinham sido já várias as vezes, ficava sempre pendurada nessa declaração “tudo na mesma”. Era bom ou mau afinal? A julgar pela emoção com que tinha sido dita desconfiava que nem por isso, não devia ser lá muito bom.&lt;br /&gt;Em vão tentava perceber o que se passava. Primeiro tinha ficado na expectativa, dias maus todos os temos e convêm respeitar esses momentos. Mas os silêncios iam-se prolongando e a distancia aumentando, e como dizia o Rui Reininho na musica “senti as nossas vidas separadas” e resolveu actuar. Perguntou sobre o emprego, as dores nas costas, as suas viagens, sobre a sua vida, tentando apanhar pedaços que juntos fizessem luz sobre a apatia dele. Ouvia os desabafos sobre pequenos problemas e não ficava convencida. Não tinha sido sempre assim? Sermos desvalorizados na empresa em que trabalhamos? Sentirmo-nos exaustos depois de mais um dia de trabalho? Desanimarmos sempre que alguma coisa não corre como tínhamos planeado? Então isso não era motivo, motivo suficiente para este distanciamento.&lt;br /&gt;Há algum tempo que ele ia sobrevivendo ao lado dela. Como seria com os outros? Seria só com ela? Esta bem, inseguranças de mulher dirão vocês mas algo não batia certo e tinha-se tornado num obstáculo que ela não conseguia ultrapassar.&lt;br /&gt;Tinha perdido a motivação para tudo: para se levantar de manha e ir trabalhar, para vir para casa e viver os poucos momentos que a vida de casado infelizmente tem, para sair e ir ao ginásio, para cozinhar. Passou a viver ela também um bocadinho à margem.&lt;br /&gt;Não percebia e não entendia o silêncio. Detestava-o, e fazia-a sofrer. E nem o seu visível sofrimento o parecia incomodar. Olhava para ela e dizia “Tem calma, não comeces!”&lt;br /&gt;Tinha deixado de se interessar pelas suas coisa. Se ela ia viajar ou não, se ia ao medico (“Não posso sair a essa hora mas depois liga-me.”), se o seu humor a magoava, se a via triste. Era verdade, tinha chegado a conclusão que isso tinha deixado de o interessar também. “Sou Aquário que queres? Os Aquários têm tendência de se fecharem em si mesmo?” E de magoar, os Aquários teriam essa tendência?&lt;br /&gt;O que mais a deixava doida era a incerteza, a eterna duvida. E era essa dúvida que lhe enegrecia o coração sempre que chegava a casa. E hoje não era diferente. Chegou a casa, pousou as coisas e olhou-se no espelho. Não gostou de se ver. Parecia mais velha, pele amarelada, olheirenta. “Quem és tu?” apeteceu-lhe perguntar. “És tu que vive nesta casa?”. Ela não era com certeza. Eles agora iam sobrevivendo, assim assim, como se podia, “ como Deus quer”, atitude típica dos vencidos.&lt;br /&gt;Nesse dia resolveu quebrar a rotina. Estava cansada, parecia que não dormia à séculos. Tomou dois Xanax e enfiou-se na cama. Queria dormir, dormir dormir…… amanha tomaria uma atitude. A certa, a adequada, a imatura, a irracional, isso não sabia mas alguma coisa faria. Assim não podia continuar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21593402-113838392350822751?l=paratis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paratis.blogspot.com/feeds/113838392350822751/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21593402&amp;postID=113838392350822751&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/113838392350822751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21593402/posts/default/113838392350822751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paratis.blogspot.com/2006/01/para-ti.html' title='Para ti...'/><author><name>Sofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15116135677244491644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
